SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022
Paciente de 24 anos queixa-se de prostração e palpitação há um dia. O traçado do monitor é mostrado a seguir. A saturação de oxigênio encontra-se em 93% em ar ambiente e a PA em 90 x 60 mmHg. Há sinais de desidratação e temperatura de 38 oC. Nesse momento, recomenda-se:
Taquicardia com instabilidade hemodinâmica: tratar causa subjacente (febre, desidratação, sepse) ANTES de cardioversão, se a taquicardia for secundária.
Em pacientes com taquicardia e sinais de instabilidade hemodinâmica, é crucial identificar e tratar a causa subjacente. Febre e desidratação são causas comuns de taquicardia sinusal compensatória e hipotensão. Corrigir esses fatores pode resolver a taquicardia e estabilizar o paciente sem necessidade de cardioversão elétrica imediata.
A taquicardia é um achado comum em pacientes que procuram o pronto-socorro, e sua abordagem depende fundamentalmente da presença ou ausência de instabilidade hemodinâmica. A instabilidade é definida pela presença de hipotensão, alteração do nível de consciência, sinais de choque, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda. Em casos de taquicardia com instabilidade, a prioridade é estabilizar o paciente. No entanto, é crucial discernir se a taquicardia é a causa primária da instabilidade ou uma resposta compensatória a uma condição subjacente, como febre, desidratação, sepse, anemia ou dor. Se a taquicardia for sinusal e secundária a esses fatores, o tratamento da causa base (ex: hidratação para desidratação, antitérmicos para febre) pode ser suficiente para restaurar a estabilidade e normalizar a frequência cardíaca. A cardioversão elétrica sincronizada é reservada para taquiarritmias que são a causa direta da instabilidade hemodinâmica e não respondem às medidas de suporte ou tratamento da causa subjacente. A avaliação rápida e precisa do paciente, incluindo a história clínica, exame físico e eletrocardiograma, é essencial para guiar a conduta terapêutica adequada e evitar intervenções desnecessárias ou inadequadas.
A taquicardia é considerada instável quando associada a sinais como hipotensão, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica, sinais de choque ou insuficiência cardíaca aguda.
Identificar e tratar a causa subjacente (ex: hipovolemia, febre, sepse, anemia) é fundamental, pois a taquicardia pode ser uma resposta compensatória. A correção da causa pode resolver a taquicardia e estabilizar o paciente.
A cardioversão elétrica sincronizada é a primeira linha para taquicardias (estreitas ou largas) que causam instabilidade hemodinâmica e não são responsivas ao tratamento da causa subjacente ou quando a taquicardia é a causa primária da instabilidade.
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