UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
Na taquicardia paroxística supraventricular a frequência cardíaca é de
TPSV = FC 160-220 bpm, ritmo regular, QRS estreito.
A Taquicardia Paroxística Supraventricular (TPSV) é caracterizada por um ritmo regular e rápido, com QRS estreito, originado acima dos ventrículos. A faixa de frequência cardíaca típica de 160 a 220 bpm é um critério diagnóstico importante que a diferencia de outras taquiarritmias.
A Taquicardia Paroxística Supraventricular (TPSV) é uma arritmia comum, caracterizada por episódios súbitos de taquicardia com início e término abruptos. Ela se origina acima do feixe de His, geralmente envolvendo um circuito de reentrada no nó atrioventricular (TAQNAV) ou vias acessórias (TAQ por reentrada atrioventricular - TRAV). A frequência cardíaca típica na TPSV varia de 160 a 220 batimentos por minuto (bpm), sendo um dos critérios diagnósticos mais importantes. No eletrocardiograma (ECG), a TPSV se apresenta como uma taquicardia regular de QRS estreito (duração < 0,12 segundos), o que a diferencia de taquicardias ventriculares. As ondas P podem ser difíceis de visualizar, estando frequentemente ocultas dentro do complexo QRS ou aparecendo como ondas retrógradas. A identificação precisa da frequência cardíaca e das características do QRS são cruciais para o diagnóstico diferencial com outras taquiarritmias. O manejo da TPSV em pacientes estáveis geralmente começa com manobras vagais. Se estas falharem, a adenosina intravenosa é o tratamento de primeira linha, devido à sua ação rápida e curta duração. Para residentes, o reconhecimento rápido da TPSV e o conhecimento das opções terapêuticas são essenciais para evitar complicações e garantir o bem-estar do paciente.
Os sintomas incluem palpitações súbitas, tontura, dor torácica, dispneia e, em casos mais graves, síncope ou pré-síncope, devido à redução do débito cardíaco.
O diagnóstico no ECG é feito pela presença de uma taquicardia regular de QRS estreito (geralmente <0,12s), com frequência cardíaca entre 160-220 bpm, e ondas P frequentemente ocultas no QRS ou retrógradas.
A conduta inicial para TPSV estável inclui manobras vagais (Valsalva, massagem do seio carotídeo) e, se ineficazes, a administração intravenosa de adenosina, que bloqueia o nó AV e interrompe o circuito reentrante.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo