Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021
Mulher de 54 anos, portadora de hipertensão arterial sistêmica, realiza eletrocardiograma ambulatorialmente. Qual a conclusão do eletrocardiograma?
Taquicardia juncional → QRS estreito, FC 100-180 bpm, ondas P ausentes ou retrógradas (negativas em DII, DIII, aVF).
A taquicardia juncional é uma arritmia supraventricular caracterizada por um ritmo regular de QRS estreito, com frequência cardíaca entre 100-180 bpm. As ondas P podem estar ausentes, retrógradas (negativas nas derivações inferiores) ou escondidas dentro do QRS, refletindo a origem do impulso no nó AV ou feixe de His.
A taquicardia juncional é uma arritmia supraventricular que se origina no nó atrioventricular (AV) ou no feixe de His. Embora menos comum que outras taquicardias, é importante reconhecê-la no eletrocardiograma (ECG) devido às suas implicações clínicas e ao diagnóstico diferencial com outras taquiarritmias de QRS estreito. A prevalência é baixa, mas pode ser precipitada por condições como isquemia miocárdica, toxicidade digitálica ou cirurgia cardíaca. Fisiopatologicamente, a taquicardia juncional ocorre quando há um foco ectópico no tecido juncional que dispara impulsos mais rapidamente que o nó sinusal, ou por um mecanismo de reentrada dentro do nó AV. No ECG, é caracterizada por um ritmo regular, QRS estreito (geralmente <0,12s) e frequência cardíaca entre 100-180 bpm. A ausência de ondas P sinusais ou a presença de ondas P retrógradas (negativas em DII, DIII, aVF) que podem preceder, seguir ou estar ocultas no QRS são achados-chave. O tratamento da taquicardia juncional depende da estabilidade hemodinâmica do paciente. Em pacientes estáveis, manobras vagais podem ser tentadas. Se ineficazes, adenosina pode ser usada para diagnóstico e tratamento, especialmente se houver dúvida com outras taquicardias supraventriculares. Em casos refratários ou instáveis, cardioversão elétrica sincronizada pode ser necessária. O prognóstico é geralmente bom se a causa subjacente for tratada, mas a identificação correta é vital para o manejo.
Um ECG com taquicardia juncional tipicamente mostra um ritmo regular de QRS estreito, com frequência cardíaca entre 100 e 180 bpm. As ondas P podem estar ausentes, invertidas (retrógradas) nas derivações inferiores (DII, DIII, aVF) ou ocultas dentro do complexo QRS.
Na taquicardia sinusal, as ondas P são sempre presentes, precedem cada QRS, são positivas em DII e negativas em aVR, e têm morfologia sinusal normal. Na taquicardia juncional, as ondas P são ausentes ou retrógradas, e a frequência é geralmente mais alta que a sinusal fisiológica.
Ambas são taquicardias de QRS estreito. Na TRN, as ondas P retrógradas são frequentemente visíveis logo após o QRS (r' em V1) ou escondidas. A taquicardia juncional é um ritmo ectópico do nó AV, enquanto a TRN envolve um circuito de reentrada dentro ou ao redor do nó AV.
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