ENARE/ENAMED — Prova 2022
Um homem de 57 anos procura atendimento médico com queixa de palpitações e dor torácica tipo aperto, de início há 30 minutos. Apresenta hipotensão (PA 60x40mmHg). Após avaliar o ritmo mostrado a seguir, qual é a conduta mais adequada?
Taquicardia + hipotensão (instabilidade hemodinâmica) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.
Pacientes com taquicardia e sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, alteração do nível de consciência, choque, isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda) necessitam de cardioversão elétrica sincronizada imediata. A instabilidade é a chave para a conduta, independentemente do ritmo exato.
A taquicardia é definida como uma frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto. Quando associada a sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, choque, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca aguda, é considerada uma emergência médica que exige intervenção imediata. A identificação rápida desses sinais é crucial para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia da instabilidade hemodinâmica na taquicardia reside na redução do tempo de enchimento ventricular e, consequentemente, do débito cardíaco. Isso leva à hipoperfusão de órgãos vitais. O ritmo mostrado na questão, embora não visível, é irrelevante se a instabilidade hemodinâmica está presente. A prioridade é reverter a taquicardia para restaurar a perfusão. A conduta mais adequada para uma taquicardia com instabilidade hemodinâmica é a cardioversão elétrica sincronizada. Manobras vagais e medicamentos (adenosina, amiodarona, deslanosídeo) são opções para taquicardias estáveis ou em situações específicas, mas são contraindicadas como primeira linha na presença de instabilidade. A cardioversão deve ser realizada com sedação, se o tempo permitir, e com o choque sincronizado com a onda R para evitar a indução de fibrilação ventricular.
Os critérios incluem hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), alteração aguda do nível de consciência, sinais de choque, dor torácica isquêmica aguda e insuficiência cardíaca aguda. A presença de qualquer um exige ação imediata.
A cardioversão elétrica sincronizada é o tratamento mais rápido e eficaz para restaurar o ritmo sinusal em taquicardias que causam instabilidade hemodinâmica, prevenindo complicações graves e morte. O tempo é crítico nessas situações.
A cardioversão sincronizada é aplicada em ritmos organizados (taquicardias supraventriculares, fibrilação atrial, flutter atrial) e sincroniza o choque com a onda R para evitar a onda T. A desfibrilação é para ritmos caóticos (FV, TV sem pulso) e o choque é assincronizado.
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