HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Paciente sexo feminino, 55 anos, chega ao pronto atendimento com queixa de palpitação. Ao avaliar paciente você não identifica nenhum sinal de instabilidade clínica. Saturação adequada na oximetria. Ao monitorá-la, percebe uma taquicardia monomórfica de complexo largo. Paciente se mantém comunicando normalmente. Dentro deste contexto a conduta inicial MAIS ADEQUADA é:
Taquicardia complexo largo estável → Amiodarona 150 mg IV em 10 min.
Em pacientes com taquicardia de complexo largo monomórfica e sem sinais de instabilidade hemodinâmica, a amiodarona venosa é a droga de escolha. A dose inicial recomendada é de 150 mg administrados lentamente em 10 minutos, seguida de infusão de manutenção.
A taquicardia de complexo largo (QRS > 0,12s) é uma arritmia potencialmente grave que exige avaliação rápida para determinar a estabilidade hemodinâmica do paciente. A maioria das taquicardias de complexo largo são de origem ventricular (taquicardia ventricular - TV), mas uma taquicardia supraventricular com aberrância de condução também pode se apresentar dessa forma. A prevalência de TV aumenta com a idade e a presença de cardiopatia estrutural. O diagnóstico diferencial é crucial, mas na emergência, se o paciente estiver instável, a conduta é a cardioversão elétrica sincronizada imediata, independentemente da origem. Em pacientes estáveis, a diferenciação entre TV e taquicardia supraventricular com aberrância pode ser desafiadora, mas a TV é mais comum. Critérios eletrocardiográficos (critérios de Brugada, Vereckei) podem auxiliar, mas a resposta à terapia antiarrítmica é frequentemente um guia. O tratamento da taquicardia de complexo largo estável envolve o uso de antiarrítmicos. A amiodarona é frequentemente a primeira escolha, com uma dose de 150 mg IV em 10 minutos, seguida de infusão de manutenção. Outras opções incluem procainamida ou sotalol, dependendo da etiologia e das características do paciente. O prognóstico depende da causa subjacente da arritmia e da presença de doença cardíaca estrutural.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão, alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda. A presença de qualquer um desses indica a necessidade de cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A amiodarona é um antiarrítmico de classe III que prolonga o potencial de ação e o período refratário efetivo. É eficaz no tratamento de taquicardias ventriculares e tem um perfil de segurança relativamente bom em pacientes estáveis, sendo preferida em muitos protocolos.
A taquicardia monomórfica apresenta complexos QRS de morfologia e duração uniformes, sugerindo um único foco de origem. A polimórfica tem complexos QRS variáveis, indicando múltiplos focos ou um circuito de reentrada instável, e geralmente é mais grave.
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