Taquicardia no Choque: Valores por Idade em Pediatria e Adultos

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025

Enunciado

Todos os pacientes vítimas de trauma que se apresentem taquicárdicos e com pele fria devem ser considerados em choque do tipo hemorrágico até que se prove o contrário. Leia as alternativas sobre os valores considerados para taquicardia de acordo com a idade.I. FC maior do que 130bpm no lactente.II. FC maior do que 140bpm nas crianças em idade pré-escolar.III. FC maior do que 120bpm até a puberdade.IV. FC maior do que 100bpm no adulto sem comorbidades.Quais estão corretas?

Alternativas

  1. A) II, III e IV estão corretas.
  2. B) II e III estão corretas.
  3. C) III e IV estão corretas.
  4. D) I e IV estão corretas.

Pérola Clínica

Taquicardia no choque: Lactente >160, Pré-escolar >140, Escolar/Adolescente >120, Adulto >100.

Resumo-Chave

A taquicardia é um dos primeiros sinais de choque em pacientes pediátricos e adultos, mas os valores de corte variam significativamente com a idade. Crianças mantêm a pressão arterial por mais tempo devido a mecanismos compensatórios, tornando a taquicardia um indicador precoce e crítico de descompensação.

Contexto Educacional

O choque hemorrágico é uma das principais causas de mortalidade em vítimas de trauma, especialmente em crianças. A identificação precoce e o manejo agressivo são cruciais para melhorar o prognóstico. Em pediatria, a fisiologia cardiovascular difere da do adulto, com maior capacidade de compensação e manutenção da pressão arterial, tornando a taquicardia um dos indicadores mais sensíveis e precoces de hipovolemia e choque. Os valores de frequência cardíaca considerados taquicardia variam significativamente com a idade. Para lactentes, uma FC > 160 bpm é preocupante; para pré-escolares, > 140 bpm; para escolares e adolescentes, > 120 bpm; e para adultos, > 100 bpm. A pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência são outros sinais importantes. A hipotensão é um sinal tardio e ominoso de choque em crianças, indicando descompensação. Portanto, a avaliação contínua da frequência cardíaca, pulsos, perfusão periférica e estado mental é mais fidedigna para monitorar a resposta à ressuscitação volêmica. O tratamento envolve controle da hemorragia e reposição volêmica com cristaloides e, se necessário, hemoderivados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais precoces de choque em crianças?

Além da taquicardia, sinais precoces de choque em crianças incluem tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos), pele fria e pegajosa, pulsos periféricos diminuídos e alteração do estado mental (irritabilidade ou letargia).

Por que a pressão arterial pode ser normal em crianças mesmo em choque?

Crianças possuem mecanismos compensatórios robustos, como aumento da frequência cardíaca e vasoconstrição periférica, que permitem manter a pressão arterial sistêmica por mais tempo, mesmo com perda significativa de volume. A hipotensão é um sinal tardio de choque descompensado.

Qual a conduta inicial para um paciente pediátrico em choque hemorrágico?

A conduta inicial envolve a estabilização da via aérea e respiração, seguida pela reposição volêmica agressiva com cristaloides isotônicos (20 mL/kg em bolus, repetível) e controle da fonte de sangramento. Transfusão sanguínea deve ser considerada precocemente se não houver resposta.

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