Taquicardia Supraventricular Estável: Manejo e Conduta

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2015

Enunciado

Jovem masculino atendido ao serviço de emergência por taquiarritmia sem comprometimento hemodinâmico apresenta ECG com ritmo cardíaco regular com QRS estreito e frequência cardíaca de 170 bpm. Qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Cardioversão não sincronizada com choque bifásico de 100 J.
  2. B) Cardioversão cardíaca sincronizada com choque bifásico de 100 J.
  3. C) Manobra vagal seguida de cardioversão elétrica sincronizada com choque bifásico de 50 a 100 J caso não ocorra reversão ao ritmo sinusal.
  4. D) Manobra vagal seguida de adenosina 6 mg EV caso não ocorra reversão ao ritmo sinusal.
  5. E) Apenas monitorização, devido à estabilidade clínica do paciente.

Pérola Clínica

Taquicardia QRS estreito regular estável → Manobra vagal, se falha, Adenosina EV.

Resumo-Chave

Em taquiarritmias com QRS estreito e ritmo regular em paciente hemodinamicamente estável, a conduta inicial é sempre tentar manobras vagais. Se ineficazes, a adenosina intravenosa é a droga de primeira linha para reverter a taquicardia supraventricular (TSV).

Contexto Educacional

As taquiarritmias com QRS estreito e ritmo regular, com frequência cardíaca entre 150-250 bpm, são classicamente classificadas como taquicardias supraventriculares (TSV). Elas se originam acima do feixe de His e são frequentemente causadas por mecanismos de reentrada. A avaliação inicial deve sempre focar na estabilidade hemodinâmica do paciente, pois isso dita a urgência e o tipo de intervenção. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a conduta inicial para TSV é a tentativa de manobras vagais, que aumentam o tônus vagal e podem interromper o circuito de reentrada. Se as manobras vagais forem ineficazes, a adenosina intravenosa é o fármaco de primeira escolha. A adenosina atua bloqueando o nó AV, interrompendo a taquicardia. A dose inicial é de 6 mg EV em bolus rápido, seguida de 12 mg se necessário, com monitorização contínua. A cardioversão elétrica sincronizada é reservada para pacientes com taquiarritmia que apresentam sinais de instabilidade hemodinâmica (ex: hipotensão, choque, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica, insuficiência cardíaca aguda) ou para aqueles que não respondem às manobras vagais e à adenosina. É crucial diferenciar entre taquicardias de QRS estreito e largo, pois o manejo pode variar significativamente.

Perguntas Frequentes

Quais são as manobras vagais mais comuns para taquicardia supraventricular?

As manobras vagais incluem a manobra de Valsalva modificada (soprar em uma seringa de 10 mL por 15 segundos em decúbito dorsal com elevação das pernas), massagem do seio carotídeo (unilateral) e imersão facial em água gelada.

Quando a adenosina é indicada e qual sua dose inicial para TSV?

A adenosina é indicada para taquicardia supraventricular com QRS estreito e ritmo regular em pacientes estáveis, após falha das manobras vagais. A dose inicial é de 6 mg EV em bolus rápido, seguida de flush de soro fisiológico.

Quando a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha para taquiarritmias?

A cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha para taquiarritmias com comprometimento hemodinâmico (instabilidade), como hipotensão, alteração do nível de consciência, choque, isquemia miocárdica aguda ou insuficiência cardíaca aguda.

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