FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2022
Paciente do sexo feminino admitida em unidade de saúde por tonturas, mal-estar e palpitações, palidez cutânea e confusão mental. Taquicárdica com crepitantes bibasais. PA: 68 x 53 mmHg, pulso fino e monitorização com taquiarritmia de QRS alargado. A MELHOR opção é:
Taquiarritmia QRS alargado + Instabilidade hemodinâmica (hipotensão, confusão, congestão) = Cardioversão elétrica IMEDIATA.
A presença de taquiarritmia de QRS alargado associada a sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, alteração do nível de consciência, sinais de choque, congestão pulmonar) indica a necessidade de cardioversão elétrica sincronizada imediata. A instabilidade hemodinâmica é a principal indicação para essa conduta, independentemente do ritmo exato.
Taquiarritmias de QRS alargado representam um desafio diagnóstico e terapêutico na emergência. A principal preocupação é diferenciar entre taquicardia ventricular (TV) e taquicardia supraventricular com aberrância (TSV com aberrância), sendo a TV a causa mais comum e grave. No entanto, a prioridade máxima é avaliar a presença de instabilidade hemodinâmica, que dita a conduta imediata, independentemente da etiologia exata do QRS alargado. A instabilidade hemodinâmica é caracterizada por hipotensão, alteração aguda do nível de consciência, sinais de choque, dor torácica isquêmica aguda ou insuficiência cardíaca aguda. No caso descrito, a paciente apresenta PA baixa (68x53 mmHg), confusão mental e crepitantes bibasais (sinais de congestão pulmonar/insuficiência cardíaca), configurando um quadro de choque cardiogênico. Nessas situações, a perfusão tecidual está severamente comprometida, e a reversão rápida do ritmo é vital. A cardioversão elétrica sincronizada é a terapia de escolha para taquiarritmias com QRS alargado e instabilidade hemodinâmica. Ela entrega um choque elétrico sincronizado com a onda R do ECG, interrompendo o circuito reentrante da arritmia e permitindo que o nó sinusal retome o controle. O atraso na sua aplicação para tentar terapias medicamentosas pode ser fatal. A desfibrilação, por sua vez, é um choque não sincronizado, reservada para ritmos sem pulso como a fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.
Os sinais incluem hipotensão arterial (PA < 90/60 mmHg), alteração aguda do nível de consciência (confusão mental, síncope), sinais de choque (extremidades frias, oligúria), dor torácica isquêmica e sinais de insuficiência cardíaca aguda (crepitantes pulmonares, dispneia).
A cardioversão elétrica sincronizada é o tratamento de escolha porque reverte o ritmo rapidamente, restaurando a perfusão tecidual e revertendo a instabilidade hemodinâmica. O atraso na reversão pode levar a danos orgânicos irreversíveis ou morte.
A cardioversão é sincronizada com a onda R do ECG e é usada em taquiarritmias com pulso e instabilidade hemodinâmica (ex: TV com pulso, FA/Flutter atrial). A desfibrilação é um choque não sincronizado, usado em ritmos sem pulso (FV, TV sem pulso) onde a sincronização é impossível ou desnecessária.
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