HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Paciente feminina, 35 anos, sem comorbidades, admitida em leito de terapia intensiva após laparotomia exploradora por cisto de ovário roto. Após 12 horas de observação clínica, apresenta dor torácica de forte intensidade, palpitações, associada à dispneia súbita. Nega vômitos. Permanece estável hemodinamicamente, sem alterações neurológicas. Realizado eletrocardiograma abaixo. A conduta mais adequada neste caso é:
Taquiarritmia sintomática (dor torácica, dispneia) com estabilidade hemodinâmica → cardioversão elétrica sincronizada.
Em pacientes com taquiarritmia e sintomas graves (dor torácica, dispneia) que, apesar de hemodinamicamente estáveis, apresentam deterioração clínica, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta mais adequada para restaurar o ritmo sinusal rapidamente e aliviar os sintomas.
O manejo de taquiarritmias no pós-operatório é um desafio comum em terapia intensiva. A rápida identificação e tratamento são cruciais para evitar a deterioração clínica. Para residentes, é essencial distinguir entre taquiarritmias estáveis e instáveis e saber quando intervir de forma mais agressiva. Uma taquiarritmia é considerada instável se houver sinais de choque, isquemia miocárdica aguda, insuficiência cardíaca aguda ou alteração do nível de consciência, exigindo cardioversão elétrica imediata. No entanto, mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis, a presença de sintomas graves como dor torácica intensa, dispneia súbita ou síncope iminente indica a necessidade de cardioversão elétrica sincronizada, pois esses sintomas sugerem comprometimento orgânico e risco de instabilidade iminente. A cardioversão elétrica sincronizada é a conduta mais eficaz para restaurar o ritmo sinusal rapidamente e aliviar os sintomas em taquiarritmias sintomáticas. Antiarrítmicos como amiodarona ou betabloqueadores (metoprolol) são opções para taquiarritmias estáveis e menos sintomáticas, ou como terapia adjuvante após a cardioversão, mas não devem atrasar a intervenção elétrica em casos de sintomas graves.
A cardioversão elétrica é indicada em pacientes com taquiarritmia hemodinamicamente estável, mas que apresentam sintomas graves como dor torácica isquêmica, dispneia intensa ou alteração do nível de consciência, sugerindo comprometimento orgânico.
Uma taquiarritmia é considerada estável quando o paciente não apresenta sinais de choque (hipotensão, alteração do estado mental, sinais de hipoperfusão), isquemia miocárdica aguda ou insuficiência cardíaca aguda.
Embora a amiodarona seja um antiarrítmico potente, sua ação é mais lenta que a cardioversão elétrica. Em um paciente com sintomas graves, mesmo que hemodinamicamente estável, a restauração rápida do ritmo sinusal via cardioversão é preferível para aliviar o sofrimento e prevenir a deterioração.
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