HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Escolar de seis anos, sexo masculino, é trazido à emergência no colo da mãe que refere que seu filho “está morrendo”. Relata que a criança “subitamente ficou muito branca e suando frio, além de ter desmaiado”. Exame físico: torporoso, reagindo pouco às solicitações verbais, palidez cutânea, pele mosqueada, diaforese, pulsos finos, enchimento capilar: 4 segundos, SatO2: 90%. De acordo com o quadro clínico descrito e o ECG abaixo, a conduta imediata é:
Taquiarritmia instável em criança → Sinais de choque → Cardioversão sincronizada imediata.
Em crianças com taquiarritmia e sinais de instabilidade hemodinâmica (choque, alteração do nível de consciência, hipotensão, perfusão alterada), a cardioversão sincronizada é a conduta de escolha para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente. A prioridade é a reversão rápida da arritmia para evitar deterioração clínica.
A taquiarritmia instável em crianças é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. Caracteriza-se pela presença de uma taquiarritmia associada a sinais de instabilidade hemodinâmica, como choque, alteração do nível de consciência, hipotensão ou sinais de hipoperfusão. A prevalência de arritmias em crianças é menor que em adultos, mas as taquiarritmias podem ser fatais se não tratadas prontamente. O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sinais vitais e do estado de perfusão, e confirmado por um eletrocardiograma (ECG) que revela a taquiarritmia. Sinais como torpor, palidez, pele mosqueada, diaforese e tempo de enchimento capilar prolongado são indicativos de choque. A fisiopatologia envolve a incapacidade do coração de manter um débito cardíaco adequado devido à frequência cardíaca excessivamente alta, comprometendo a perfusão tecidual. A conduta imediata para taquiarritmia instável em crianças é a cardioversão sincronizada. Este procedimento elétrico visa restaurar o ritmo sinusal normal de forma rápida e eficaz. Após a estabilização, a investigação da causa subjacente e o manejo a longo prazo da arritmia são cruciais para prevenir recorrências e melhorar o prognóstico, seguindo as diretrizes do PALS.
Sinais de instabilidade incluem alteração do nível de consciência (torpor), palidez, pele mosqueada, diaforese, pulsos finos, tempo de enchimento capilar prolongado (>2 segundos) e hipotensão. Estes indicam choque e necessidade de intervenção imediata.
A dose inicial recomendada para cardioversão sincronizada em crianças é de 0,5 a 1 J/kg. Se não houver sucesso na primeira tentativa, a dose pode ser aumentada para 2 J/kg, sempre com monitorização contínua.
A adenosina é indicada para taquicardia supraventricular (TSV) estável, sem sinais de choque ou instabilidade hemodinâmica. Não é a primeira escolha em pacientes instáveis, onde a cardioversão elétrica é prioritária.
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