HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Homem, 25 anos, previamente hígido, começou a apresentar palpitações e mal-estar enquanto assistia a um jogo de futebol no estádio. Havia ingerido bebida alcoólica e fumado durante o jogo. Ao chegar à sua casa, percebeu que ainda estava com palpitações, sentia-se tonto e com falta de ar. Foi à emergência, onde verificou-se pressão arterial de 80/50 mmHg e realizou-se o eletrocardiograma (ECG) a seguir. Qual é a conduta adequada a ser indicada? Obs: imagem gerada, pois a real é impossível de analisar.
Taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque) → cardioversão elétrica sincronizada imediata.
O paciente apresenta taquiarritmia (palpitações, tontura, falta de ar) com sinais de instabilidade hemodinâmica grave (PA 80/50 mmHg). Nesses casos, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente.
As taquiarritmias são distúrbios do ritmo cardíaco caracterizados por frequência cardíaca elevada. Podem ser supraventriculares ou ventriculares e, dependendo da sua natureza e da condição clínica do paciente, podem levar a instabilidade hemodinâmica. A identificação rápida e o manejo adequado são cruciais na emergência, pois a instabilidade pode progredir para choque cardiogênico e morte. A fisiopatologia da instabilidade em taquiarritmias está relacionada à redução do tempo de enchimento ventricular e, consequentemente, do débito cardíaco. Fatores como uso de álcool e tabaco podem precipitar arritmias em indivíduos suscetíveis. O diagnóstico é feito pelo ECG, que revela a arritmia, e a avaliação clínica busca sinais de instabilidade, como hipotensão, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica ou sinais de insuficiência cardíaca. No cenário de uma taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica (como a hipotensão grave apresentada pelo paciente), a conduta de escolha é a cardioversão elétrica sincronizada imediata. Esta medida visa restaurar o ritmo sinusal de forma rápida e eficaz, revertendo a instabilidade. O atraso na realização da cardioversão pode levar a piora do quadro clínico e desfechos desfavoráveis.
Sinais de instabilidade incluem hipotensão arterial, choque, alteração aguda do nível de consciência, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda.
A cardioversão elétrica é a conduta de escolha porque permite a reversão rápida da arritmia e a restauração do ritmo sinusal, estabilizando o paciente e prevenindo complicações graves.
A cardioversão sincronizada aplica o choque em um momento específico do ciclo cardíaco (onda R) para evitar a indução de FV. A desfibrilação é assíncrona e usada em FV ou TV sem pulso.
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