FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
Paciente de 65 anos apresenta quadro de dor torácica há 15 minutos, associado à sudorese. Ele refere ser tabagista. Neste momento, sua pressão arterial encontra-se em 90 x 60 mmHg, sua saturação de oxigênio em ar ambiente está em 90% e apresenta o traçado eletrocardiográfico a seguir.A conduta mais indicada a ser tomada é
Taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, dor torácica, sudorese) → cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A presença de dor torácica, sudorese, hipotensão e baixa saturação em um paciente com taquiarritmia indica instabilidade hemodinâmica. Nestes casos, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente, sendo a energia inicial de 100 J para a maioria das taquiarritmias supraventriculares e ventriculares monomórficas.
A dor torácica associada à sudorese em um paciente tabagista, acompanhada de hipotensão e baixa saturação, sugere um quadro de síndrome coronariana aguda ou choque cardiogênico secundário a uma arritmia. A presença de um traçado eletrocardiográfico (mesmo que não visível na questão, a alternativa de cardioversão indica uma taquiarritmia) com sinais de instabilidade hemodinâmica exige uma conduta imediata e decisiva. A instabilidade hemodinâmica, caracterizada por hipotensão, dor torácica isquêmica, alteração do nível de consciência ou sinais de choque, é a principal indicação para a cardioversão elétrica sincronizada em pacientes com taquiarritmias. A cardioversão visa restaurar o ritmo sinusal rapidamente para melhorar a perfusão tecidual e reverter os sintomas de hipoperfusão. A energia inicial de 100 J é frequentemente utilizada para taquicardias supraventriculares e taquicardia ventricular monomórfica. É crucial que o residente saiba diferenciar a cardioversão da desfibrilação e reconheça os critérios de instabilidade hemodinâmica. A falha em realizar a cardioversão elétrica prontamente em um paciente instável pode levar à deterioração clínica grave, incluindo parada cardíaca. O uso de fármacos antiarrítmicos é reservado para pacientes estáveis ou como adjuvante após a cardioversão.
Os sinais de instabilidade incluem hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg), alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda. A presença de qualquer um desses indica a necessidade de intervenção imediata.
A cardioversão é sincronizada com a onda R do ECG e é usada em taquiarritmias com pulso, como taquicardia supraventricular ou taquicardia ventricular com pulso. A desfibrilação não é sincronizada e é usada em ritmos sem pulso, como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.
A energia inicial varia conforme a arritmia. Para taquicardias supraventriculares e taquicardia ventricular monomórfica, 100 J é um bom ponto de partida. Para fibrilação atrial, pode-se iniciar com 120-200 J bifásico, e para taquicardia ventricular polimórfica, desfibrilação não sincronizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo