Taquiarritmia Instável: Reconhecimento e Cardioversão Elétrica

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2016

Enunciado

MNR, 36 anos, sexo masculino, previamente assintomático, nega uso de medicamentos e comorbidades, porém não realiza acompanhamento médico periódico. Chega à emergência queixando-se de palpitações de início súbito, intensa falta de ar e tosse. Relata que teve vários episódios de palpitação no passado, quase sempre durando um ou dois dias, mas nunca havia apresentado dispneia. Ao exame físico, PA= 94 x 66 mmHg, FR= 24 ipm, Sat O2 = 91% (ar ambiente), taquicárdico, dispneico, apresentando tosse com escarro espumoso de coloração rosada, ausência de turgência jugular. À ausculta apresenta estertores crepitantes em bases pulmonares e terço médio bilateralmente; B1 hiperfonética com estalido de abertura e sopro diastólico em ruflar no ápice cardíaco. O ictus cordis não está deslocado e o paciente não apresenta edema de MMII. A derivação DII do ECG é reproduzida abaixo: (VER IMAGEM) Qual a conduta mais correta a ser tomada? 

Alternativas

  1. A) Dobutamina EV, pois os estertores pulmonares e o escarro espumoso indicam disfunção ventricular esquerda aguda.
  2. B) Controle de FC com betabloqueadores EV, pois a resposta desta arritmia é imediata aos agentes deste grupo farmacológico.
  3. C) Cardioversão química EV com amiodarona, pois o risco de eventos por embolização cardíaca, como AVC, é reduzido com esta conduta.
  4. D) Cardioversão elétrica sincronizada, pois considera-se que o quadro do paciente é instável. 
  5. E) Atropina EV, pois seu efeito rápido de redução da FC levará à rápida melhora dos sintomas e do quadro do paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo