Taquicardia Instável: Cardioversão Elétrica Sincronizada

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024

Enunciado

Uma mulher de 47 anos de idade compareceu ao pronto‑socorro com queixa de palpitação, sudorese e dor no peito. Relatou percepção dos atuais sintomas há quinze minutos da admissão. No exame físico, encontra‑se sudoreica, taquicárdica e eupneica. PA de 145x85 mmHg, FR de 23 irpm e enchimento capilar preservado. A seguir, o eletrocardiograma da referida paciente.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada para a paciente.

Alternativas

  1. A) cardioversão elétrica sincronizada
  2. B) adenosina
  3. C) manobra vagal
  4. D) propranolol
  5. E) amiodarona

Pérola Clínica

Taquiarritmia com sinais de instabilidade (dor torácica, sudorese, hipotensão) → Cardioversão elétrica sincronizada IMEDIATA.

Resumo-Chave

Em pacientes com taquiarritmia que apresentam sinais de instabilidade hemodinâmica, como dor no peito, sudorese intensa, alteração do nível de consciência ou hipotensão, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha e deve ser realizada imediatamente. A instabilidade indica que o coração não está tolerando a frequência cardíaca elevada, necessitando de reversão rápida do ritmo.

Contexto Educacional

As taquiarritmias são arritmias cardíacas com frequência cardíaca elevada, que podem ser classificadas como estáveis ou instáveis. A identificação rápida da instabilidade hemodinâmica é crucial para o residente, pois dita a urgência e o tipo de intervenção. A instabilidade é uma condição de risco de vida, onde o coração não consegue manter um débito cardíaco adequado devido à frequência cardíaca excessiva, levando a hipoperfusão de órgãos vitais. A fisiopatologia da instabilidade em taquiarritmias envolve a redução do tempo de enchimento diastólico e, consequentemente, do volume sistólico, diminuindo o débito cardíaco. Os sintomas como dor no peito (isquemia miocárdica), sudorese (ativação simpática), hipotensão e alteração do nível de consciência são manifestações dessa hipoperfusão. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de uma taquicardia e nos sinais de instabilidade, confirmados pelo eletrocardiograma (ECG) que identifica a arritmia subjacente. O tratamento de uma taquiarritmia instável é a cardioversão elétrica sincronizada imediata. Esta medida visa restaurar o ritmo sinusal normal e, consequentemente, o débito cardíaco. A sedação consciente é recomendada, se o tempo permitir, mas não deve atrasar a cardioversão em um paciente gravemente instável. Após a reversão, a investigação da causa da arritmia e a prevenção de recorrências são etapas importantes do manejo, que podem incluir medicamentos antiarrítmicos ou ablação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de instabilidade hemodinâmica em uma taquiarritmia?

Os sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão arterial, alteração aguda do estado mental (confusão, letargia), sinais de choque (pele fria e úmida, enchimento capilar lento), dor torácica isquêmica e sinais de insuficiência cardíaca aguda (congestão pulmonar, dispneia).

Quando a cardioversão elétrica sincronizada é indicada?

A cardioversão elétrica sincronizada é indicada para qualquer taquiarritmia (estreita ou larga) que esteja causando instabilidade hemodinâmica. Isso inclui taquicardia supraventricular, flutter atrial, fibrilação atrial e taquicardia ventricular com pulso, desde que o paciente esteja instável.

Qual a diferença entre cardioversão sincronizada e desfibrilação?

A cardioversão sincronizada entrega um choque elétrico sincronizado com a onda R do ECG, evitando o período refratário ventricular (onda T) e prevenindo a indução de fibrilação ventricular. A desfibrilação é um choque não sincronizado, usado em ritmos sem pulso como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.

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