UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 57 anos, sexo masculino, é admitido no pronto-socorro com dor torácica em queimação, retroesternal, de início há três horas, de forte intensidade, associada à sudorese e palpitações. Ao ser monitorizado, seus sinais vitais revelam PA = 164/98 mmHg, Frequência Cardíaca (FC) de 172bpm, Frequência Respiratória (FR) de 24 irpm e Saturação de Oxigênio (SaO₂) em 94%. O ritmo ao monitor é o seguinte: A conduta imediata é:
Taquiarritmia + instabilidade hemodinâmica (dor torácica, hipotensão, alteração mental) → cardioversão elétrica sincronizada imediata.
Em pacientes com taquiarritmia (FC > 150 bpm) e sinais de instabilidade hemodinâmica (como dor torácica isquêmica, hipotensão, alteração do nível de consciência, sinais de choque ou insuficiência cardíaca aguda), a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta imediata e de escolha, independentemente do tipo de taquicardia.
As taquiarritmias representam um desafio comum no pronto-socorro, exigindo avaliação rápida e decisão terapêutica precisa. A distinção entre taquiarritmias estáveis e instáveis é o pilar do manejo, pois determina a urgência e o tipo de intervenção. Pacientes com taquicardia e sinais de instabilidade hemodinâmica necessitam de tratamento imediato para prevenir desfechos graves. A fisiopatologia das taquiarritmias envolve mecanismos de reentrada, automatismo aumentado ou atividade deflagrada. A instabilidade hemodinâmica, caracterizada por dor torácica isquêmica, hipotensão, alteração do nível de consciência, sinais de choque ou insuficiência cardíaca aguda, indica que o coração não está conseguindo manter um débito cardíaco adequado devido à frequência cardíaca elevada. Nesses casos, a perfusão de órgãos vitais está comprometida, e a intervenção deve ser imediata. A conduta imediata para taquiarritmias com instabilidade hemodinâmica é a cardioversão elétrica sincronizada. Este procedimento visa restaurar o ritmo sinusal de forma rápida e segura, melhorando o débito cardíaco e a perfusão tecidual. A sincronização é crucial para evitar a indução de arritmias mais graves, como a fibrilação ventricular. Medicamentos antiarrítmicos são reservados para pacientes estáveis ou como terapia adjuvante após a cardioversão, mas nunca devem atrasar a cardioversão em um paciente instável.
Os sinais de instabilidade incluem hipotensão, alteração aguda do estado mental, sinais de choque (pele fria e úmida, enchimento capilar lento), dor torácica isquêmica aguda e insuficiência cardíaca aguda (edema pulmonar).
A cardioversão elétrica é sincronizada com a onda R do ECG para evitar a descarga durante o período refratário ventricular (onda T), o que poderia induzir fibrilação ventricular e piorar o quadro.
A adenosina é indicada para o tratamento de taquicardias supraventriculares de complexo estreito e ritmo regular que são hemodinamicamente estáveis, para tentar reverter o ritmo ou auxiliar no diagnóstico.
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