HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Mulher de 83 anos, com história de hipertensão, chega ao serviço de emergência apresentando dispneia, fadiga e palpitações. Sua pressão arterial está em 85 x 50 mmHg, e seus batimentos cardíacos estão em 150 rpm, irregulares. Qual é o melhor tratamento para essa paciente?
Taquiarritmia + instabilidade hemodinâmica (hipotensão) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A paciente idosa apresenta taquiarritmia (FC 150 rpm, irregular) com sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão 85x50 mmHg). Nestes casos, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha para restaurar o ritmo sinusal e estabilizar o paciente.
As taquiarritmias são distúrbios do ritmo cardíaco caracterizados por frequência cardíaca elevada, que podem ser benignas ou potencialmente fatais. Em pacientes idosos, a prevalência de arritmias como a fibrilação atrial aumenta, e a presença de comorbidades como hipertensão pode complicar o quadro. A identificação de instabilidade hemodinâmica é o fator determinante para a conduta imediata. A instabilidade hemodinâmica, manifestada por hipotensão, alteração do nível de consciência, dor torácica isquêmica ou sinais de choque, indica que a taquiarritmia está comprometendo a perfusão de órgãos vitais. Nesses casos, a reversão rápida da arritmia é prioritária para evitar danos irreversíveis e óbito. A fisiopatologia envolve a redução do débito cardíaco devido ao enchimento ventricular inadequado e/ou à isquemia miocárdica. A cardioversão elétrica sincronizada é o tratamento de escolha para taquiarritmias instáveis. Este procedimento entrega um choque elétrico sincronizado com o complexo QRS, interrompendo o circuito reentrante da arritmia e permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. É uma intervenção de emergência que exige rapidez e precisão para restaurar a estabilidade hemodinâmica do paciente.
Os sinais de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg), alteração aguda do estado mental, sinais de choque, dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda com edema pulmonar.
Em taquiarritmias instáveis, a cardioversão elétrica sincronizada é a conduta de escolha porque age rapidamente para restaurar o ritmo sinusal, revertendo a instabilidade hemodinâmica de forma mais eficaz e segura do que a terapia farmacológica, que pode demorar a agir ou agravar a hipotensão.
A cardioversão sincronizada é utilizada em taquiarritmias com pulso e complexo QRS estreito ou largo, mas com instabilidade, onde o choque é entregue no pico da onda R. A desfibrilação é usada em ritmos chocáveis sem pulso (FV/TV sem pulso), onde o choque é entregue de forma assíncrona.
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