ENARE/ENAMED — Prova 2024
Uma mulher de 58 anos apresentou-se à sala de emergência com palpitações intensas, dor torácica e dispneia. Ela relatou que as palpitações começaram repentinamente enquanto estava em repouso em casa. Não havia histórico prévio de arritmias. A seguir está o eletrocardiograma realizado:Sinais vitais: frequência cardíaca estimada em cerca de 150 bpm; pressão arterial: 80/50 mmHg. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta adequada para esse caso.
Taquiarritmia com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, dor torácica, dispneia) → Cardioversão elétrica sincronizada imediata.
A presença de taquiarritmia (FC 150 bpm) associada a sinais de instabilidade hemodinâmica, como hipotensão (PA 80/50 mmHg), dor torácica e dispneia, indica a necessidade de cardioversão elétrica sincronizada de emergência. A sedação leve é utilizada para conforto do paciente antes do procedimento.
Taquiarritmias são ritmos cardíacos rápidos que podem comprometer a função ventricular e o débito cardíaco, levando à instabilidade hemodinâmica. A fibrilação atrial (FA) é a arritmia sustentada mais comum, caracterizada por atividade atrial caótica e irregular, resultando em resposta ventricular rápida e irregular. Quando associada a sinais de instabilidade, como hipotensão, dor torácica isquêmica, dispneia grave ou alteração do nível de consciência, a FA é considerada uma emergência médica. O manejo de taquiarritmias instáveis segue as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support). A conduta primordial é a cardioversão elétrica sincronizada imediata. Este procedimento visa restaurar o ritmo sinusal normal de forma rápida e eficaz, melhorando a perfusão tecidual e revertendo os sinais de choque. A sedação leve é administrada previamente para minimizar o desconforto do paciente. É crucial diferenciar a cardioversão elétrica da desfibrilação: a primeira é sincronizada com a onda R e utilizada em ritmos organizados, enquanto a segunda é assíncrona e empregada em ritmos caóticos como fibrilação ventricular. A demora na intervenção em pacientes instáveis pode levar a desfechos graves, reforçando a importância do reconhecimento rápido e da ação imediata para garantir a segurança e a recuperação do paciente.
Os critérios de instabilidade hemodinâmica incluem hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg), alteração aguda do nível de consciência, sinais de choque (pele fria e úmida, oligúria), dor torácica isquêmica e insuficiência cardíaca aguda.
A cardioversão elétrica é sincronizada com a onda R do ECG e é usada em taquiarritmias organizadas (ex: FA, flutter atrial, TV com pulso). A desfibrilação não é sincronizada e é usada em ritmos caóticos (ex: FV, TV sem pulso).
A cardioversão química pode demorar para fazer efeito e não é tão eficaz quanto a elétrica em reverter rapidamente a arritmia e estabilizar o paciente, o que é crítico em situações de instabilidade hemodinâmica e risco de vida.
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