CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
A utilização de óleo de silicone na vitrectomia tem por objetivo:
Óleo de silicone = Tamponamento prolongado; remoção ou troca é obrigatória por toxicidade.
O óleo de silicone é utilizado como agente tamponante interno de longa duração para manter a retina aplicada, mas sua permanência definitiva é contraindicada devido ao risco de complicações oculares graves.
O óleo de silicone é uma ferramenta indispensável na cirurgia vitreorretiniana para casos de descolamento de retina com proliferação vitreorretiniana (PVR), retinites virais e traumas. Ele permite um tamponamento estável e prolongado, permitindo inclusive que o paciente viaje de avião (ao contrário do gás). Entretanto, a gestão do óleo de silicone exige um segundo tempo cirúrgico para sua retirada, geralmente entre 3 a 6 meses após a vitrectomia inicial. A decisão de remoção deve equilibrar o risco de novo descolamento de retina versus o risco de complicações permanentes induzidas pelo óleo.
O óleo de silicone atua como um agente tamponante de longa duração. Sua alta tensão superficial e viscosidade mantêm a retina posicionada contra o epitélio pigmentado, impedindo a passagem de fluido para o espaço sub-retiniano através de roturas, sendo ideal para casos complexos de descolamento.
Diferente dos gases (como SF6 ou C3F8), o óleo de silicone não é absorvido pelo organismo. Com o tempo, ele sofre emulsificação, o que pode causar glaucoma secundário, ceratopatia em faixa, inflamação crônica e toxicidade retiniana, tornando sua remoção ou troca obrigatória após a estabilização da retina.
Pelo contrário, o contato do óleo de silicone com o cristalino é altamente indutor de catarata. Quase todos os pacientes fácicos submetidos ao tamponamento com óleo de silicone desenvolverão opacificação do cristalino em um período relativamente curto.
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