Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Nos casos de criança com epistaxe, em qual região o tamponamento posterior deve ocorrer?
Epistaxe posterior → tamponamento na rinofaringe, geralmente por sangramento de artérias esfenopalatina/etmoidal.
O tamponamento posterior é indicado para epistaxes graves ou refratárias ao tratamento anterior, visando controlar o sangramento de vasos localizados na parte posterior da cavidade nasal, como ramos da artéria esfenopalatina ou etmoidal posterior, que drenam para a rinofaringe.
A epistaxe, ou sangramento nasal, é uma condição comum que pode variar de leve a grave. É crucial para estudantes e residentes de medicina compreenderem a anatomia vascular nasal e as abordagens terapêuticas. A maioria dos casos é de epistaxe anterior, originada do plexo de Kiesselbach na área de Little, e pode ser controlada com medidas simples ou tamponamento anterior. A epistaxe posterior, embora menos frequente, é geralmente mais grave e exige intervenção mais complexa. O sangramento posterior tipicamente envolve ramos das artérias esfenopalatina ou etmoidal posterior, que irrigam a parte posterior da cavidade nasal e drenam para a rinofaringe. Nesses casos, o tamponamento posterior é a conduta indicada, visando comprimir os vasos sangrantes nessa região. O manejo da epistaxe posterior requer técnica cuidadosa e, muitas vezes, internação hospitalar devido ao risco de complicações. Além do tamponamento, outras opções incluem cauterização endoscópica, ligadura arterial (esfenopalatina ou etmoidal) ou embolização. É fundamental avaliar a estabilidade hemodinâmica do paciente e considerar a necessidade de transfusão sanguínea em casos de sangramento volumoso.
A epistaxe anterior geralmente se origina do plexo de Kiesselbach na área de Little e é mais comum e de menor gravidade. A epistaxe posterior é menos comum, mais grave, e se origina de vasos mais profundos na parte posterior da cavidade nasal, como ramos da artéria esfenopalatina ou etmoidal posterior.
O tamponamento nasal posterior é indicado para epistaxes graves que não respondem ao tamponamento anterior, ou quando a fonte do sangramento é claramente identificada como posterior, geralmente após falha de outras medidas conservadoras.
Os riscos incluem dor, desconforto, obstrução das vias aéreas, infecção (sinusite, otite média), necrose de mucosa e, em casos raros, síndrome do choque tóxico. Pacientes com tamponamento posterior frequentemente necessitam de internação hospitalar.
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