INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Um homem com 39 anos de idade, hipertenso há 12 anos, submetido à colecistectomia eletiva por videolaparoscopia sem intercorrências, com alta após 2 dias da cirurgia, procura atendimento hospitalar, relatando que, no dia seguinte ao da alta hospitalar, apresentou sangramento nasal espontâneo contínuo. Informa ter feito compressão externa com os dedos e deixado a cabeça inclinada para trás por uma hora, porém sem efeito. O exame físico do paciente evidencia: pressão arterial = 180 x 120 mmHg e presença de epistaxe moderada em narina esquerda. Ao exame da orofaringe, observa-se ausência de sangramento visível. Nessa situação clínica, se, após avaliar a via aérea do paciente, o médico realizar compressão externa nasal por 20 minutos, administrar medicação anti-hipertensiva e, ainda assim, o paciente persistir com o quadro de epistaxe, a conduta médica adequada seria realizar:
Epistaxe persistente após compressão e controle pressórico → Tamponamento nasal anterior.
O manejo inicial da epistaxe envolve compressão e controle de fatores agravantes (PA). Se refratário e sem sangramento posterior visível, o tamponamento anterior é o próximo passo.
A epistaxe é uma das emergências otorrinolaringológicas mais comuns. O tratamento segue uma escada terapêutica: compressão digital direta, cauterização (química ou elétrica) se o ponto for visível, e tamponamento anterior se o sangramento persistir. Neste caso clínico, a ausência de sangue na orofaringe sugere fortemente um foco anterior. O controle da pressão arterial é fundamental, mas não substitui a necessidade de intervenção mecânica local se a compressão simples falhar. O tamponamento posterior é reservado para casos onde o tamponamento anterior falha em controlar o sangramento ou quando o foco posterior é evidente.
A epistaxe anterior (90% dos casos) origina-se geralmente no plexo de Kiesselbach e o sangue flui pelas narinas. A epistaxe posterior origina-se da artéria esfenopalatina, é mais grave e o sangue flui predominantemente para a orofaringe, sendo visível ao exame da garganta.
Pode ser feito com gaze embebida em vaselina/antibiótico, merocel ou sondas pneumáticas. Deve-se preencher a cavidade nasal da base para o teto, garantindo pressão contra o septo e cornetos. O tampão deve permanecer por 48-72 horas sob cobertura antibiótica para prevenir síndrome do choque tóxico.
Existe uma correlação, mas a hipertensão raramente é a causa isolada. Frequentemente, a dor e a ansiedade do sangramento elevam a PA. No entanto, níveis pressóricos muito elevados (como 180/120 mmHg) dificultam a hemostasia e devem ser controlados para facilitar o sucesso do tratamento local.
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