FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
O sangramento de varizes esofagogástricas é a complicação mais temida em pacientes portadores de hipertensão portal e responde por até um terço das mortes de pacientes cirróticos. Uma das opções para o controle da hemorragia digestiva alta varicosa nesses pacientes é o tamponamento com balão de Sengstaken-Blakemore. Em relação a essa abordagem, assinale a alternativa correta.
Balão de Sengstaken-Blakemore: método de resgate para HDA varicosa, mas com risco de perfuração/necrose por hiperinsuflação.
O balão de Sengstaken-Blakemore é uma medida temporária e de resgate para controle de hemorragia digestiva alta por varizes esofagogástricas refratária à terapia endoscópica. Seu uso exige cautela e técnica adequada, pois a insuflação excessiva ou posicionamento incorreto pode levar a complicações graves como perfuração esofágica ou necrose tecidual.
O sangramento de varizes esofagogástricas é uma complicação grave da hipertensão portal, com alta morbimortalidade em pacientes cirróticos. O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica, uso de drogas vasoativas (terlipressina, octreotide) e terapia endoscópica (ligadura elástica ou escleroterapia). Quando essas medidas falham, o tamponamento com balão de Sengstaken-Blakemore surge como uma opção de resgate. O balão de Sengstaken-Blakemore é um tubo com dois balões (gástrico e esofágico) que, quando insuflados, exercem pressão direta sobre as varizes, controlando temporariamente o sangramento. É uma medida eficaz para a interrupção imediata, com taxas de sucesso elevadas, mas não é isenta de riscos. A sua aplicação exige sedação e monitorização intensiva, e o uso inadequado ou prolongado pode levar a complicações graves. As principais complicações incluem perfuração esofágica, necrose da mucosa esofágica ou gástrica por isquemia devido à hiperinsuflação, aspiração pulmonar e obstrução das vias aéreas. Por isso, é crucial a técnica correta, a monitorização da pressão dos balões e a remoção assim que outras terapias definitivas (como TIPS) possam ser realizadas.
É indicado como terapia de resgate para controle temporário de hemorragia digestiva alta por varizes esofagogástricas refratária ao tratamento endoscópico e farmacológico inicial.
As complicações mais temidas incluem perfuração esofágica, necrose por isquemia devido à hiperinsuflação e aspiração pulmonar.
Apresenta alta taxa de controle inicial do sangramento (70-90%), mas com risco significativo de ressangramento após a desinsuflação e remoção.
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