HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Paciente de 35 anos com antecedente de cirrose hepática alcoólica Child B é admitido por hemorragia digestiva alta volumosa. A endoscopia visualiza sangramento ativo, mas não consegue controle hemostático. A decisão é passagem de balão. No contexto, a orientação correta é:
Balão de Sengstaken: IOT prévia, balão gástrico 200-250 mL ar, esofágico 30-45 mmHg, máx 24h.
O tamponamento com balão (Sengstaken-Blakemore) é uma medida temporária para hemorragia digestiva alta varicosa refratária. A intubação orotraqueal é crucial antes da inserção para proteger as vias aéreas. O balão gástrico deve ser insuflado com ar (aprox. 200-250 mL) e o esofágico com pressão controlada (aprox. 40 mmHg), por no máximo 24 horas, devido ao risco de necrose.
A hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas é uma complicação grave da cirrose hepática, associada a alta morbimortalidade. O manejo inicial envolve a estabilização hemodinâmica, uso de drogas vasoativas (terlipressina, octreotide) e endoscopia digestiva alta para hemostasia. No entanto, em casos de sangramento refratário ou quando a endoscopia não é eficaz, o tamponamento com balão esofágico, como o balão de Sengstaken-Blakemore, torna-se uma medida de resgate vital. A técnica de inserção do balão exige cautela e conhecimento. A intubação orotraqueal prévia é mandatória para proteger as vias aéreas do paciente, que está sob risco elevado de aspiração. O balão gástrico é insuflado com ar (aproximadamente 200-250 mL) para ancorar o tubo na junção gastroesofágica, e o balão esofágico é insuflado com pressão controlada (geralmente 30-45 mmHg, com 40 mmHg sendo um valor comum) para comprimir as varizes sangrantes. É crucial monitorar a pressão para evitar isquemia e necrose. O balão deve ser considerado uma ponte para tratamentos mais definitivos, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular), e sua manutenção não deve exceder 24 horas devido ao risco de complicações graves. O conhecimento preciso dos volumes, pressões e tempo de permanência é essencial para a segurança do paciente e para o sucesso da intervenção, sendo um tópico frequente em provas de residência e na prática de emergência.
O balão de Sengstaken-Blakemore é indicado como medida temporária e de resgate em casos de hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas que não respondem ao tratamento endoscópico inicial (ligadura elástica ou escleroterapia) ou quando a endoscopia não é imediatamente disponível. Ele visa controlar o sangramento até que outras terapias definitivas possam ser realizadas.
A intubação orotraqueal é crucial antes da passagem do balão de Sengstaken-Blakemore devido ao alto risco de broncoaspiração. O paciente geralmente está com sangramento ativo, pode estar sedado e o balão esofágico pode comprimir a traqueia, além de induzir vômitos. A proteção das vias aéreas garante a segurança do paciente durante o procedimento.
O balão de Sengstaken-Blakemore deve ser mantido pelo menor tempo possível, geralmente por no máximo 24 horas. A manutenção prolongada aumenta significativamente o risco de complicações graves, como necrose de esôfago, úlceras de pressão e ruptura esofágica, devido à compressão contínua da parede esofágica.
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