ENARE/ENAMED — Prova 2025
Após um traumatismo torácico contuso, um paciente apresenta sinais de tamponamento cardíaco, incluindo hipotensão, taquicardia, aumento da turgência jugular e pulso fino.A conduta clínico-cirúrgica mais apropriada para esse paciente é:
Tamponamento cardíaco pós-trauma contuso com instabilidade hemodinâmica → Toracotomia de emergência para drenagem.
Em um cenário de trauma torácico contuso, o tamponamento cardíaco é uma emergência que causa choque obstrutivo. A tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular, abafamento de bulhas) é clássica, mas a instabilidade hemodinâmica grave exige intervenção imediata, sendo a toracotomia de emergência a conduta mais apropriada em casos de trauma penetrante ou contuso com rápida deterioração.
O tamponamento cardíaco é uma emergência médica caracterizada pelo acúmulo de líquido (sangue, exsudato) no saco pericárdico, que comprime o coração e impede seu enchimento diastólico adequado, resultando em diminuição do débito cardíaco e choque obstrutivo. Em pacientes com traumatismo torácico contuso, a causa mais comum é o sangramento de uma lesão cardíaca ou de grandes vasos. Os sinais clínicos clássicos, conhecidos como Tríade de Beck, incluem hipotensão arterial, turgência jugular (devido ao aumento da pressão venosa central) e abafamento das bulhas cardíacas. Outros achados podem ser taquicardia, pulso fino e, em casos mais avançados, pulso paradoxal. A rápida deterioração hemodinâmica em um paciente traumatizado com esses sinais é altamente sugestiva de tamponamento cardíaco e exige intervenção imediata. A conduta clínico-cirúrgica mais apropriada depende da estabilidade do paciente e da causa do tamponamento. Em casos de tamponamento cardíaco traumático com instabilidade hemodinâmica grave e rápida deterioração, a toracotomia de emergência é a intervenção de escolha. Este procedimento permite a drenagem direta do pericárdio, a remoção de coágulos e, crucialmente, a identificação e reparo da lesão cardíaca ou vascular responsável pelo sangramento, o que não seria possível apenas com uma pericardiocentese. A pericardiocentese pode ser considerada como medida temporária em pacientes mais estáveis ou quando a toracotomia não está imediatamente disponível, mas não é o tratamento definitivo para lesões cardíacas traumáticas ativas.
Os sinais clássicos incluem a tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular e abafamento de bulhas cardíacas), além de taquicardia, pulso fino e, em alguns casos, pulso paradoxal.
A toracotomia de emergência é indicada em casos de tamponamento cardíaco traumático com instabilidade hemodinâmica grave ou falha da pericardiocentese, especialmente quando há suspeita de lesão cardíaca ativa ou presença de coágulos.
A pericardiocentese é um procedimento menos invasivo para drenagem de líquido pericárdico, útil para estabilização temporária ou em casos não traumáticos. A toracotomia de emergência é mais invasiva, permitindo a exploração direta do coração, controle de sangramento e reparo de lesões, sendo a escolha em trauma grave.
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