UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Homem de 50 anos, vítima de agressão por arma branca, dá entrada no setor de emergência. O exame físico mostra uma ferida incisa de 2cm na altura do mamilo esquerdo. O paciente apresenta-se desorientado e descorado +/4+, com PA = 60 x 45mmHg. Na ausculta, nota-se murmúrio vesicular normal bilateralmente e abafamento das bulhas cardíacas. Nota-se, também, a presença de turgência jugular. O diagnóstico mais provável, nesse caso, é de:
Trauma torácico + Tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular, abafamento bulhas) → Tamponamento cardíaco.
A tríade de Beck é um sinal clássico, mas nem sempre completa, de tamponamento cardíaco. A hipotensão e a turgência jugular são mais consistentes, enquanto o abafamento das bulhas pode ser difícil de detectar em ambiente de emergência. A suspeita clínica é crucial para o diagnóstico e tratamento precoce.
O tamponamento cardíaco é uma emergência médica grave, frequentemente associada a trauma penetrante torácico, onde o acúmulo de líquido no saco pericárdico impede o enchimento diastólico do coração, levando a choque obstrutivo. Sua rápida identificação e tratamento são cruciais para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia envolve a compressão cardíaca externa, que eleva as pressões de enchimento e diminui o débito cardíaco. A suspeita clínica é baseada na tríade de Beck, embora nem sempre completa, e a confirmação pode ser feita por ultrassonografia (FAST) à beira do leito. O tratamento definitivo é a drenagem do líquido pericárdico, seja por pericardiocentese de alívio ou por toracotomia de emergência. A estabilização hemodinâmica com fluidos pode ser temporariamente útil, mas a remoção da compressão é o objetivo principal para restaurar a função cardíaca.
Os sinais clássicos formam a tríade de Beck: hipotensão arterial, turgência jugular e abafamento das bulhas cardíacas. No entanto, nem sempre todos os componentes estão presentes.
A conduta inicial é a pericardiocentese de alívio, que pode ser realizada guiada por ultrassom ou às cegas em situações de emergência iminente para descompressão imediata.
Ambos causam choque obstrutivo e turgência jugular. O tamponamento tem abafamento de bulhas e murmúrio vesicular normal, enquanto o pneumotórax hipertensivo apresenta murmúrio vesicular abolido e desvio de traqueia.
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