UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
Paciente de 19 anos, estava dirigindo carro que teve colisão frontal com caminhão. Chegou consciente, com a pele fria e taquicárdico, reclamando de dor torácica. Realizada avaliação clínica inicial, com identificação de abrasão transversal no tórax, provavelmente provocado pelo volante. A ausculta pulmonar não identificou ruídos patológicos e as bulhas cardíacas estavam abafadas e rítmicas (130 bpm), com ingurgitamento de jugulares, hipotensão 90x50 mmHg, abdome doloroso em epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal, com diurese clara pela sonda vesical. A causa mais provável do quadro acima é:
Tríade de Beck (hipotensão, bulhas abafadas, turgência jugular) em trauma torácico → Tamponamento cardíaco.
A tríade de Beck é um sinal clássico de tamponamento cardíaco, especialmente após trauma torácico contuso. A compressão cardíaca pelo acúmulo de sangue no pericárdio impede o enchimento ventricular, levando a choque obstrutivo e instabilidade hemodinâmica.
O tamponamento cardíaco traumático é uma emergência médica grave, frequentemente resultante de trauma torácico contuso ou penetrante. Caracteriza-se pelo acúmulo de sangue no saco pericárdico, que comprime o coração e impede seu enchimento diastólico adequado, levando a uma redução crítica do débito cardíaco e choque obstrutivo. Sua identificação precoce é crucial para a sobrevida do paciente. A apresentação clínica clássica é a tríade de Beck, composta por hipotensão arterial, turgência jugular e abafamento das bulhas cardíacas. Outros sinais incluem taquicardia, dispneia e pulso paradoxal. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por ultrassonografia (FAST) no trauma, que revela líquido no pericárdio e colapso das câmaras cardíacas. O tratamento definitivo é a descompressão do pericárdio, geralmente por pericardiocentese de emergência guiada por ultrassom ou, em casos de instabilidade grave ou trauma penetrante, por toracotomia de reanimação. A estabilização hemodinâmica com fluidos pode ser temporariamente útil, mas a remoção do líquido pericárdico é a medida mais eficaz para restaurar a função cardíaca.
Os principais sinais clínicos formam a tríade de Beck: hipotensão arterial, turgência jugular e abafamento das bulhas cardíacas. Outros achados incluem taquicardia e pulso paradoxal.
A conduta inicial é a pericardiocentese de emergência para descompressão, seguida de estabilização hemodinâmica e investigação da causa subjacente, que pode exigir toracotomia.
Ambos causam choque obstrutivo e turgência jugular. No tamponamento, há bulhas abafadas. No pneumotórax hipertensivo, há ausência de murmúrio vesicular unilateral, hiperressonância à percussão e desvio de traqueia.
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