UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Paciente masculino, 50 anos, admitido na emergência com PA = 88 x 50 mmHg, turgência jugular a 45° e bulhas hipofonéticas. Qual o diagnóstico mais provável?
Tamponamento Cardíaco = Tríade de Beck (Hipotensão + Turgência Jugular + Bulhas Hipofonéticas).
A Tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular e bulhas cardíacas hipofonéticas) é um achado clássico do tamponamento cardíaco. Esta condição é uma emergência médica causada pelo acúmulo de líquido no pericárdio, que impede o enchimento ventricular adequado e leva a choque obstrutivo.
O tamponamento cardíaco é uma emergência médica potencialmente fatal que ocorre quando o acúmulo de líquido no saco pericárdico impede o enchimento diastólico adequado dos ventrículos, levando a uma redução crítica do débito cardíaco. Pode ser causado por diversas condições, incluindo trauma, malignidade, infecções (pericardite), uremia e doenças autoimunes. O reconhecimento rápido é crucial para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia central envolve o aumento da pressão intrapericárdica, que excede a pressão de enchimento das câmaras cardíacas, resultando em compressão cardíaca. Clinicamente, manifesta-se pela Tríade de Beck: hipotensão arterial (devido à diminuição do débito cardíaco), turgência jugular (pelo aumento da pressão venosa central) e bulhas cardíacas hipofonéticas (pelo líquido pericárdico que abafa o som). Outros sinais incluem pulso paradoxal e taquicardia. O diagnóstico é primariamente clínico e confirmado por ecocardiograma, que demonstra o derrame pericárdico e os sinais de compressão cardíaca. O tratamento definitivo é a pericardiocentese de emergência, que alivia a pressão e restaura o enchimento cardíaco. Enquanto se aguarda o procedimento, a administração de fluidos intravenosos pode ajudar a manter a pré-carga e o débito cardíaco.
A Tríade de Beck é composta por hipotensão arterial, turgência jugular e bulhas cardíacas hipofonéticas. É um sinal clássico de tamponamento cardíaco.
O acúmulo de líquido no espaço pericárdico aumenta a pressão intrapericárdica, comprimindo o coração e impedindo o enchimento diastólico adequado dos ventrículos, o que resulta em diminuição do débito cardíaco e choque obstrutivo.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, se confirmado por ecocardiograma, a pericardiocentese de emergência para aliviar a pressão pericárdica.
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