UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2015
Com relação a traumas na infância e na adolescência, julgue o próximo item.Considere que um adolescente de dezesseis anos de idade, vítima de acidente automobilístico com colisão frontal, tenha dado entrada na urgência traumatológica e que, no exame físico, o médico tenha observado que o paciente sentia muita dor torácica, respondia brevemente às solicitações, estava desorientado e respirava com alguma dificuldade. Considere, ainda, que o jovem tenha apresentado turgência jugular, bulhas hipofonéticas e saturação de oxigênio de 75%, com frequência cardíaca de 180 bpm e pressão arterial de 70 mmHg × 40 mmHg. Nesse caso, a hipótese diagnóstica mais provável é tamponamento cardíaco.
Tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular, bulhas hipofonéticas) em trauma torácico → Tamponamento cardíaco.
A presença da tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular e bulhas cardíacas hipofonéticas) em um paciente traumatizado com choque é patognomônica de tamponamento cardíaco, uma emergência que requer descompressão imediata.
O tamponamento cardíaco traumático é uma condição de risco de vida que ocorre quando há acúmulo de sangue no saco pericárdico após um trauma torácico, impedindo o enchimento diastólico adequado do coração. É uma causa de choque obstrutivo e exige reconhecimento e intervenção imediatos para evitar a morte do paciente. É crucial para residentes de emergência e cirurgia do trauma. A apresentação clínica clássica é a Tríade de Beck, que consiste em hipotensão arterial, turgência jugular e bulhas cardíacas hipofonéticas. Outros sinais incluem taquicardia, dispneia e pulsos paradoxais. A fisiopatologia envolve a restrição do enchimento ventricular, levando à diminuição do débito cardíaco e, consequentemente, ao choque. O diagnóstico é primariamente clínico, especialmente em cenários de trauma. A ultrassonografia (FAST exam) pode confirmar a presença de líquido pericárdico. O tratamento definitivo é a descompressão do pericárdio, que pode ser realizada por pericardiocentese de emergência ou, em casos de trauma penetrante ou instabilidade persistente, por toracotomia. O manejo rápido é essencial para a sobrevida do paciente.
A Tríade de Beck é composta por três sinais clássicos: hipotensão arterial, turgência jugular (distensão das veias do pescoço) e bulhas cardíacas hipofonéticas (abafadas), indicando acúmulo de líquido no pericárdio.
O acúmulo de sangue ou fluido no saco pericárdico comprime o coração, impedindo seu enchimento diastólico adequado. Isso reduz o débito cardíaco, levando a hipotensão e sinais de choque obstrutivo.
A conduta inicial é a pericardiocentese de emergência para aliviar a pressão sobre o coração, seguida de toracotomia se a pericardiocentese for ineficaz ou se houver suspeita de lesão cardíaca grave.
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