INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 25 anos, vítima de acidente motociclístico, apresenta trauma contuso toracoabdominal. No local do acidente, encontrava-se com pressão arterial sistólica de 90 mmHg e com frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto. Durante o transporte para o hospital, evoluiu com inconsciência, queda da pressão arterial sistólica para 60 mmHg e aumento da frequência cardíaca para 140 batimentos por minuto. Apresenta distensão de veias cervicais e murmúrio vesicular presente bilateralmente.Nesse caso, o manejo mais adequado para o paciente é
Hipotensão refratária + turgência jugular + murmúrio vesicular presente bilateralmente após trauma = Tamponamento Cardíaco.
A tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular, abafamento de bulhas - embora não mencionado, a ausência de murmúrio vesicular descarta pneumotórax hipertensivo) em um paciente traumatizado com choque obstrutivo é altamente sugestiva de tamponamento cardíaco. A manutenção das vias aéreas é prioritária, e a pericardiocentese é a intervenção salvadora para aliviar a compressão cardíaca.
O tamponamento cardíaco é uma emergência médica grave, especialmente no contexto de trauma torácico contuso, onde o acúmulo de sangue ou fluido no saco pericárdico impede o enchimento diastólico adequado do coração, levando a choque obstrutivo. É uma das causas de choque que o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support) exige reconhecimento e tratamento imediatos. A incidência em traumas contusos é menor que nos penetrantes, mas igualmente letal se não tratada. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de Beck: hipotensão, turgência das veias jugulares e abafamento das bulhas cardíacas. No entanto, o abafamento pode ser difícil de auscultar em um ambiente ruidoso de emergência. A presença de murmúrio vesicular bilateralmente é um dado crucial para diferenciar do pneumotórax hipertensivo. A deterioração rápida do estado hemodinâmico, com queda da pressão arterial e aumento da frequência cardíaca, mesmo após ressuscitação volêmica, reforça a suspeita. O manejo inicial prioriza a manutenção das vias aéreas e ventilação. A intervenção definitiva para o tamponamento cardíaco é a pericardiocentese de emergência, que pode ser realizada por via subxifoide. Este procedimento visa drenar o fluido pericárdico, aliviando a compressão cardíaca e restaurando a hemodinâmica. Em casos de trauma penetrante ou quando a pericardiocentese não é eficaz, a toracotomia de emergência pode ser necessária para evacuação direta do hematoma e reparo de lesões cardíacas.
Os sinais clássicos incluem a tríade de Beck (hipotensão, turgência jugular e abafamento de bulhas cardíacas), além de taquicardia e pulso paradoxal. O murmúrio vesicular estará presente bilateralmente, diferenciando-o do pneumotórax hipertensivo.
A conduta inicial envolve a manutenção das vias aéreas e ventilação, seguida pela pericardiocentese de emergência para aliviar a pressão sobre o coração, que é uma medida salvadora.
Ambos causam choque e turgência jugular. A principal diferença é que no tamponamento cardíaco o murmúrio vesicular é presente bilateralmente, enquanto no pneumotórax hipertensivo ele está abolido no lado afetado, com desvio de traqueia.
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