INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 45 anos está em acompanhamento no ambulatório de mastologia de um hospital escola devido ao diagnóstico de câncer de mama há 3 anos. Fez tratamento cirúrgico e radioterapia e, no momento, faz uso apenas de tamoxifeno. Tem apresentado fluxos menstruais a cada 15-20 dias, com volume aumentado há 2 meses. Relata que, antes do tratamento do câncer de mama, só menstruava duas vezes por ano ou quando usava pílula contraceptiva. Apresenta um IMC de 28 kg/m², exame especular sem lesões visíveis e sem sangramento ativo e toque vaginal normal. Solicitada ultrassonografia transvaginal, ficou evidenciado endométrio heterogêneo de 15 mm e ovário direito com folículo de 23 mm. Nesse caso, a conduta médica adequada é
Sangramento uterino anormal + Tamoxifeno + Endométrio espessado (>4-5mm) → Investigar patologia endometrial com estudo histológico.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), tem efeito estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia, pólipos, e câncer endometrial. Qualquer sangramento uterino anormal em usuárias de tamoxifeno, especialmente com espessamento endometrial, exige investigação histológica para excluir malignidade.
O tamoxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) amplamente utilizado no tratamento adjuvante do câncer de mama hormônio-sensível. Embora atue como antiestrogênio na mama, ele exerce um efeito estrogênico no endométrio, o que aumenta o risco de diversas patologias endometriais, incluindo hiperplasia, pólipos, adenomiose e, mais preocupantemente, câncer endometrial. Este risco é maior em mulheres na pós-menopausa, mas também ocorre em pré-menopausadas. A paciente do caso apresenta sangramento uterino anormal (fluxos a cada 15-20 dias com volume aumentado) e um endométrio espessado e heterogêneo (15 mm) na ultrassonografia transvaginal, enquanto faz uso de tamoxifeno. Esses achados são alarmantes e exigem investigação imediata. Mesmo que a paciente seja pré-menopausa (evidenciado pelo folículo ovariano), o tamoxifeno pode induzir alterações endometriais significativas. O espessamento endometrial em usuárias de tamoxifeno, especialmente quando associado a sangramento, é um sinal de alerta para a necessidade de estudo histológico. A conduta médica adequada é indicar o estudo histológico do endométrio para descartar hiperplasia atípica ou câncer endometrial. Isso pode ser feito por biópsia endometrial (pipelle), histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem uterina. Suspender o tamoxifeno sem um diagnóstico definitivo seria precipitado, e outras intervenções como DIU hormonal ou progestogênio não abordariam a causa subjacente do sangramento e do espessamento endometrial, que pode ser maligna.
O tamoxifeno atua como um agonista estrogênico no endométrio, o que pode levar a alterações como hiperplasia endometrial, pólipos, adenomiose e, mais seriamente, aumentar o risco de câncer endometrial.
Qualquer sangramento uterino anormal (metrorragia, menorragia) em pacientes usando tamoxifeno, ou achados de espessamento endometrial significativo (>4-5 mm na pós-menopausa, ou >8-10 mm na pré-menopausa com sangramento) na ultrassonografia transvaginal, exige investigação histológica.
O método mais adequado é o estudo histológico do endométrio, que pode ser realizado por biópsia endometrial (pipelle), histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem uterina, dependendo da suspeita e dos achados ultrassonográficos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo