Tafenoquina: Uso, Contraindicações e G6PD na Malária

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

Alternativas que NÃO corresponde ao uso do antimalárico tafenoquina?

Alternativas

  1. A) Pode ser usada para prevenção de recidiva de Plasmodium vivax ou ovale.
  2. B) Assim como a primaquina, pode levar a metemoglobinemia.
  3. C) Pode-se usar o referido fármaco mesmo na deficiência de G6PD (glicose-6-fosfato desidrogenase).
  4. D) Pode ser usada para prevenção de malária vivax e falciparum antes e durante a viagem para áreas endêmicas.

Pérola Clínica

Tafenoquina e Primaquina são contraindicadas na deficiência de G6PD devido ao risco de hemólise aguda grave.

Resumo-Chave

A tafenoquina é um antimalárico eficaz contra as formas hepáticas de Plasmodium vivax e ovale, prevenindo recidivas, e também para profilaxia. No entanto, é crucial testar para deficiência de G6PD antes do uso, pois pode causar hemólise grave em pacientes deficientes, assim como a primaquina.

Contexto Educacional

A tafenoquina é um antimalárico da classe das 8-aminoquinolinas, semelhante à primaquina, que desempenha um papel vital no tratamento e profilaxia da malária. Sua importância reside na capacidade de erradicar as formas hepáticas latentes (hipnozoítos) de Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, prevenindo as recidivas da doença, um desafio significativo em áreas endêmicas. Além disso, é utilizada para profilaxia em viajantes. O mecanismo de ação da tafenoquina envolve a produção de metabólitos oxidativos que danificam as membranas celulares dos parasitas e, em indivíduos suscetíveis, dos eritrócitos. Este é o motivo pelo qual a deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) representa uma contraindicação absoluta. Pacientes com G6PD deficiente não conseguem proteger seus eritrócitos do estresse oxidativo, resultando em hemólise aguda e potencialmente fatal. Portanto, a triagem para G6PD é um passo obrigatório antes da prescrição. Na prática clínica, a tafenoquina oferece uma opção de dose única para a erradicação de hipnozoítos, o que pode melhorar a adesão ao tratamento em comparação com a primaquina. No entanto, o risco de metemoglobinemia e a necessidade de triagem para G6PD são pontos cruciais que exigem atenção. A educação sobre o uso correto e as contraindicações é essencial para garantir a segurança e eficácia do tratamento em residentes e profissionais de saúde.

Perguntas Frequentes

Para quais tipos de malária a tafenoquina é indicada?

A tafenoquina é indicada para a prevenção de recidivas de malária por Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, atuando contra os hipnozoítos hepáticos, e também para profilaxia de malária por P. vivax e P. falciparum.

Por que é importante testar a deficiência de G6PD antes de usar tafenoquina?

É crucial testar a deficiência de G6PD porque a tafenoquina, assim como a primaquina, pode causar hemólise aguda e grave em pacientes com essa deficiência enzimática, devido ao estresse oxidativo que o fármaco induz.

Quais são os efeitos adversos importantes da tafenoquina?

Além do risco de hemólise em pacientes com deficiência de G6PD, a tafenoquina pode causar metemoglobinemia, distúrbios gastrointestinais e distúrbios neuropsiquiátricos, sendo necessária monitorização e avaliação de risco-benefício.

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