CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Alternativas que NÃO corresponde ao uso do antimalárico tafenoquina?
Tafenoquina e Primaquina são contraindicadas na deficiência de G6PD devido ao risco de hemólise aguda grave.
A tafenoquina é um antimalárico eficaz contra as formas hepáticas de Plasmodium vivax e ovale, prevenindo recidivas, e também para profilaxia. No entanto, é crucial testar para deficiência de G6PD antes do uso, pois pode causar hemólise grave em pacientes deficientes, assim como a primaquina.
A tafenoquina é um antimalárico da classe das 8-aminoquinolinas, semelhante à primaquina, que desempenha um papel vital no tratamento e profilaxia da malária. Sua importância reside na capacidade de erradicar as formas hepáticas latentes (hipnozoítos) de Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, prevenindo as recidivas da doença, um desafio significativo em áreas endêmicas. Além disso, é utilizada para profilaxia em viajantes. O mecanismo de ação da tafenoquina envolve a produção de metabólitos oxidativos que danificam as membranas celulares dos parasitas e, em indivíduos suscetíveis, dos eritrócitos. Este é o motivo pelo qual a deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) representa uma contraindicação absoluta. Pacientes com G6PD deficiente não conseguem proteger seus eritrócitos do estresse oxidativo, resultando em hemólise aguda e potencialmente fatal. Portanto, a triagem para G6PD é um passo obrigatório antes da prescrição. Na prática clínica, a tafenoquina oferece uma opção de dose única para a erradicação de hipnozoítos, o que pode melhorar a adesão ao tratamento em comparação com a primaquina. No entanto, o risco de metemoglobinemia e a necessidade de triagem para G6PD são pontos cruciais que exigem atenção. A educação sobre o uso correto e as contraindicações é essencial para garantir a segurança e eficácia do tratamento em residentes e profissionais de saúde.
A tafenoquina é indicada para a prevenção de recidivas de malária por Plasmodium vivax e Plasmodium ovale, atuando contra os hipnozoítos hepáticos, e também para profilaxia de malária por P. vivax e P. falciparum.
É crucial testar a deficiência de G6PD porque a tafenoquina, assim como a primaquina, pode causar hemólise aguda e grave em pacientes com essa deficiência enzimática, devido ao estresse oxidativo que o fármaco induz.
Além do risco de hemólise em pacientes com deficiência de G6PD, a tafenoquina pode causar metemoglobinemia, distúrbios gastrointestinais e distúrbios neuropsiquiátricos, sendo necessária monitorização e avaliação de risco-benefício.
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