Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
A complicação MAIS bem documentada sobre os efeitos fetais do tabagismo na gestação é:
Tabagismo na gestação → RCIU dose-dependente, baixo peso ao nascer e prematuridade.
O tabagismo materno durante a gestação é um fator de risco bem estabelecido para a restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e baixo peso ao nascer. A nicotina e o monóxido de carbono presentes no cigarro causam vasoconstrição placentária e hipóxia fetal, comprometendo a oferta de nutrientes e oxigênio.
O tabagismo durante a gestação é um problema de saúde pública significativo, com prevalência ainda considerável em muitas regiões. Os efeitos deletérios do cigarro no desenvolvimento fetal são amplamente documentados e representam um risco substancial para a saúde materno-infantil. É fundamental que os profissionais de saúde abordem ativamente o tema com as gestantes, oferecendo suporte para a cessação do tabagismo. A fisiopatologia dos efeitos do tabagismo no feto envolve a ação de diversas substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro, como nicotina, monóxido de carbono, cianeto e metais pesados. A nicotina causa vasoconstrição uteroplacentária, reduzindo o fluxo sanguíneo e a oferta de nutrientes e oxigênio ao feto. O monóxido de carbono forma carboxi-hemoglobina, diminuindo a capacidade de transporte de oxigênio. Esses mecanismos levam a hipóxia crônica e comprometimento do crescimento. As complicações mais bem documentadas incluem a restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e o baixo peso ao nascer, que são dose-dependentes. Outras complicações importantes são a prematuridade, o descolamento prematuro de placenta, a placenta prévia e um risco aumentado de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL). A cessação do tabagismo em qualquer fase da gestação pode trazer benefícios significativos para a mãe e o feto.
Os principais riscos incluem restrição de crescimento intrauterino (RCIU), baixo peso ao nascer, prematuridade, descolamento prematuro de placenta e um risco aumentado de síndrome da morte súbita do lactente (SMSL) após o nascimento.
A nicotina causa vasoconstrição nos vasos uterinos e placentários, reduzindo o fluxo sanguíneo para o feto. O monóxido de carbono diminui a capacidade de transporte de oxigênio do sangue materno, levando à hipóxia fetal crônica, o que compromete o crescimento e desenvolvimento.
Sim, a redução do crescimento fetal e o risco de baixo peso ao nascer são diretamente proporcionais ao número de cigarros fumados por dia pela gestante. Quanto maior a exposição, maiores os riscos.
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