HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
O tabagismo, um fator de risco modificável, está relacionado à piora do curso clínico da doença de Crohn, aumentando o risco de recidiva e a necessidade de intervenções cirúrgicas.
Tabagismo PIORA a Doença de Crohn (↑ recidiva, ↑ cirurgia); para RCU, pode ser protetor.
A afirmação do enunciado está **correta** do ponto de vista médico. O tabagismo é um fator de risco bem estabelecido para a Doença de Crohn, associado a um curso clínico mais agressivo, maior taxa de recidivas, necessidade de mais cirurgias e menor resposta ao tratamento. A cessação do tabagismo é uma intervenção crucial.
A Doença de Crohn (DC) é uma doença inflamatória intestinal (DII) crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Entre os fatores ambientais, o tabagismo se destaca como um dos mais importantes e modificáveis, com um impacto profundamente negativo no curso da doença. Estudos epidemiológicos e clínicos demonstram consistentemente que o tabagismo está associado a um risco aumentado de desenvolver DC, a um curso clínico mais agressivo, com maior frequência de recidivas, maior necessidade de corticosteroides, imunossupressores e, crucialmente, maior taxa de cirurgias e reoperações. O mecanismo exato pelo qual o tabaco exerce esses efeitos ainda não é totalmente compreendido, mas envolve alterações na barreira intestinal, na resposta imune e na microbiota. Para residentes, é vital reconhecer o tabagismo como um fator prognóstico negativo na DC e enfatizar a cessação do tabagismo como uma intervenção terapêutica fundamental. Ao contrário da Retocolite Ulcerativa (RCU), onde o tabagismo pode ter um efeito protetor ou neutro, na DC o abandono do cigarro é uma das medidas mais eficazes para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.
O tabagismo é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento e a piora da Doença de Crohn. Ele está associado a um curso clínico mais agressivo, maior risco de recidivas e necessidade de intervenções cirúrgicas.
Não. Enquanto o tabagismo piora a Doença de Crohn, ele tem um efeito protetor ou neutro na Retocolite Ulcerativa, sendo o abandono do tabagismo, inclusive, um fator de risco para exacerbações da RCU em alguns casos.
Parar de fumar em pacientes com Doença de Crohn está associado a uma melhora significativa do curso da doença, redução do risco de recidivas, diminuição da necessidade de cirurgias e melhor resposta ao tratamento medicamentoso.
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