FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Com relação ao tabagismo e seus riscos, é CORRETO afirmar:
Tabagismo ↑ risco de diabetes e complicações metabólicas, incluindo resistência à insulina e hiperinsulinemia.
O tabagismo é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento e agravamento do diabetes mellitus tipo 2, influenciando negativamente a homeostase da glicose através de mecanismos como o aumento da resistência à insulina e a hiperinsulinemia. Essa interação complexa contribui para um pior controle glicêmico e maior risco de complicações micro e macrovasculares.
O tabagismo é um dos maiores desafios de saúde pública global, sendo um fator de risco modificável para uma vasta gama de doenças crônicas, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e pulmonares. No contexto metabólico, a relação entre tabagismo e diabetes mellitus tipo 2 é complexa e bem estabelecida, com o hábito de fumar aumentando o risco de desenvolver a doença e agravando suas complicações. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias tóxicas que exercem efeitos deletérios em diversos sistemas orgânicos. No metabolismo da glicose, o tabagismo induz resistência à insulina, um estado em que as células do corpo não respondem adequadamente à insulina, levando a níveis elevados de glicose no sangue. Além disso, pode causar disfunção das células beta pancreáticas, que são responsáveis pela produção de insulina, e promover um estado de inflamação crônica e estresse oxidativo, que contribuem para a patogênese do diabetes. Para pacientes diabéticos, o tabagismo acelera o desenvolvimento e a progressão das complicações micro e macrovasculares, resultando em maior morbidade e mortalidade. A cessação do tabagismo é, portanto, uma intervenção crítica e prioritária no manejo de pacientes com diabetes, com benefícios significativos na melhora do controle glicêmico e na redução do risco de complicações.
O tabagismo piora o controle glicêmico em diabéticos ao aumentar a resistência à insulina, promover a hiperinsulinemia e induzir estresse oxidativo e inflamação, o que prejudica a função das células beta pancreáticas.
O tabagismo contribui para o diabetes através de múltiplos mecanismos, incluindo o aumento da resistência à insulina, disfunção das células beta, inflamação crônica, estresse oxidativo e alterações na distribuição de gordura corporal.
O tabagismo agrava as complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) e macrovasculares (doença arterial coronariana, doença cerebrovascular, doença arterial periférica) do diabetes, acelerando sua progressão e aumentando a morbimortalidade.
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