Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Paciente de 38 anos, tabagista, solicita contracepção. O MAIS adequado nesse caso é:
Mulher >35 anos tabagista: contraindicação absoluta para contraceptivos combinados; progestágenos isolados são a melhor opção.
Mulheres tabagistas com 35 anos ou mais têm contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados devido ao risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares. Contraceptivos à base de progestágeno isolado, como o injetável trimestral, são opções seguras.
A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente e seus fatores de risco. O tabagismo é um fator de risco cardiovascular significativo, e sua combinação com contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) eleva drasticamente o risco de eventos trombóticos e cardiovasculares, especialmente em mulheres com mais de 35 anos. Os critérios de elegibilidade médica da OMS classificam o uso de contraceptivos hormonais combinados em mulheres tabagistas com idade ≥ 35 anos como Categoria 4, ou seja, uma condição que representa um risco inaceitável à saúde. Isso inclui pílulas combinadas, adesivos transdérmicos e anéis vaginais. Nesse cenário, as opções mais seguras e adequadas são os métodos contraceptivos que contêm apenas progestágeno, como o anticoncepcional injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), as pílulas de progestágeno de uso contínuo (minipílulas) ou os implantes subdérmicos. Dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou hormonal) também são excelentes opções, pois não têm impacto sistêmico no risco cardiovascular.
A combinação de estrogênio dos contraceptivos com o tabagismo aumenta exponencialmente o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, especialmente após os 35 anos.
Contraceptivos que contêm apenas progestágeno, como o injetável trimestral (acetato de medroxiprogesterona), pílulas de progestágeno ou implantes, são as opções mais seguras, pois não aumentam o risco cardiovascular.
Os riscos incluem infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico, trombose venosa profunda e embolia pulmonar, sendo esses riscos potencializados pela idade e pelo número de cigarros fumados.
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