UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
A cirurgia para obesidade mórbida foi indicada para uma paciente com IMC de 50. Ela é usuária de uma substância que deve ser suspensa seis semanas antes e depois da cirurgia, uma vez que esta aumenta os riscos de má cicatrização de feridas e gera úlceras anastomóticas. Essa substância é o(a):
Tabagismo ↑ risco de má cicatrização e úlceras anastomóticas em cirurgia bariátrica; suspender 6 semanas pré/pós-op.
O tabagismo é um fator de risco modificável crucial em cirurgias, especialmente na bariátrica, pois a nicotina e outras toxinas comprometem a vascularização e a cicatrização, aumentando complicações como deiscência de ferida e úlceras anastomóticas.
A cirurgia bariátrica é um procedimento complexo para o tratamento da obesidade mórbida, e o preparo pré-operatório é fundamental para o sucesso e a segurança do paciente. A identificação e manejo de fatores de risco modificáveis, como o tabagismo, são cruciais para otimizar os resultados. O tabagismo é um dos fatores de risco mais significativos para complicações pós-operatórias em qualquer cirurgia, mas especialmente na bariátrica, onde a integridade das anastomoses é vital. A nicotina e outras substâncias tóxicas presentes no cigarro comprometem a microcirculação, a oxigenação tecidual e a função imunológica, levando a uma cicatrização deficiente e maior risco de infecções e deiscências. A suspensão do tabagismo por um período mínimo de 6 semanas antes e após a cirurgia é fortemente recomendada. Esse período permite a melhora da função pulmonar, da oxigenação e da capacidade de cicatrização. O aconselhamento e o suporte para a cessação do tabagismo devem ser parte integrante do protocolo pré-operatório.
O tabagismo aumenta o risco de complicações pulmonares, cardiovasculares, infecções de ferida operatória, má cicatrização e deiscências anastomóticas.
A nicotina causa vasoconstrição e diminui o fluxo sanguíneo, enquanto o monóxido de carbono reduz a oferta de oxigênio aos tecidos, prejudicando a formação de colágeno e a reparação tecidual.
Recomenda-se a suspensão do tabagismo por pelo menos 6 semanas antes e depois da cirurgia para minimizar os riscos de complicações.
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