IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Em relação à cicatrização, o tabagismo causa vasoconstrição periférica e uma redução no fluxo sanguíneo na ferida na ordem de
Tabagismo → vasoconstrição periférica e ↓ fluxo sanguíneo na ferida em 30-40%, prejudicando cicatrização.
O tabagismo é um fator de risco significativo para complicações na cicatrização de feridas. A nicotina, um de seus componentes, causa vasoconstrição periférica, reduzindo o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a oxigenação e entrega de nutrientes essenciais para o processo cicatricial.
O tabagismo é um dos fatores de risco modificáveis mais importantes para complicações na cicatrização de feridas, tanto traumáticas quanto cirúrgicas. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, sendo a nicotina e o monóxido de carbono os principais agentes que impactam negativamente o processo cicatricial. A nicotina atua como um potente vasoconstritor, causando a contração dos vasos sanguíneos periféricos e reduzindo significativamente o fluxo sanguíneo para a ferida, na ordem de 30% a 40%. Essa redução compromete a entrega de oxigênio, nutrientes e células inflamatórias essenciais para a reparação tecidual. O monóxido de carbono, por sua vez, diminui a capacidade de transporte de oxigênio pela hemoglobina, resultando em hipóxia tecidual. As consequências clínicas incluem atraso na cicatrização, aumento do risco de infecção do sítio cirúrgico, deiscência de ferida, necrose de retalhos e enxertos, e maior incidência de cicatrizes inestéticas. A orientação para cessação do tabagismo é uma medida pré-operatória fundamental para otimizar os resultados cirúrgicos e a recuperação do paciente.
A nicotina causa vasoconstrição periférica, diminuindo o calibre dos vasos sanguíneos e, consequentemente, reduzindo o fluxo sanguíneo e a oxigenação tecidual na área da ferida.
As complicações incluem atraso na cicatrização, deiscência de ferida, infecção do sítio cirúrgico, necrose de retalhos e maior risco de formação de queloides e cicatrizes hipertróficas.
Recomenda-se que o paciente pare de fumar pelo menos 4 a 6 semanas antes de procedimentos cirúrgicos para minimizar os riscos de complicações na cicatrização.
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