CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2012
A figura mostra retrocesso do músculo reto medial, utilizando-se a técnica de:
Sutura em rédea (hang-back) → permite retrocesso muscular sem fixação escleral direta no sítio final.
A técnica de sutura em rédea é empregada no retrocesso de músculos extraoculares quando se deseja posicionar a inserção muscular mais posterior do que a fixação escleral direta permitiria com segurança.
A cirurgia de estrabismo baseia-se no princípio de modificar a força ou a direção de tração dos músculos extraoculares. O retrocesso é a técnica de enfraquecimento mais comum, movendo a inserção muscular para trás. A técnica de sutura em rédea (hang-back) é uma variação técnica importante, especialmente útil em casos onde a fixação escleral posterior é tecnicamente desafiadora ou arriscada. Na prática clínica, o cirurgião deve dominar as diferentes formas de fixação para adaptar-se à anatomia do paciente e à magnitude do desvio. O conhecimento da anatomia da inserção dos retos e da espessura escleral é fundamental para evitar complicações graves como a perfuração ocular durante a passagem da agulha.
A técnica de sutura em rédea, também conhecida como hang-back, caracteriza-se pela fixação da sutura no coto original da inserção muscular, deixando o músculo 'pendurado' ou recuado a uma distância pré-determinada. Diferente do retrocesso convencional, onde o músculo é suturado diretamente na esclera em sua nova posição, o hang-back utiliza a tensão da sutura para manter o músculo na posição posterior desejada, sendo útil em retrocessos grandes ou quando a esclera posterior é de difícil acesso ou muito fina.
O retrocesso do músculo reto medial é indicado primariamente no tratamento de esotropias (desvios convergentes). A técnica visa enfraquecer a ação do músculo para alinhar os eixos visuais. A escolha pela técnica em rédea pode ocorrer em casos de reoperações, escleras finas (risco de perfuração) ou quando se planeja um ajuste pós-operatório imediato, facilitando a manipulação da posição muscular sem novas incisões esclerais profundas.
As complicações incluem o deslizamento muscular (lost muscle) se a sutura falhar, granulomas de sutura e a possibilidade de o músculo não se fixar exatamente na posição planejada devido a aderências indesejadas. Além disso, como em qualquer cirurgia de estrabismo, existe o risco de hipocorreção ou hipercorreção do desvio ocular, exigindo monitoramento rigoroso no pós-operatório.
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