FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
De acordo com o Surviving Sepsis Campaign, recomenda-se no tratamento da sepse/choque séptico
Sepse/Choque Séptico → Profilaxia TEV com heparina de baixo peso molecular.
As diretrizes do Surviving Sepsis Campaign são cruciais para o manejo da sepse e choque séptico. A profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV) com heparina de baixo peso molecular é uma recomendação universal para todos os pacientes, visando prevenir complicações trombóticas.
A sepse e o choque séptico são emergências médicas com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento precoce e manejo agressivo. O Surviving Sepsis Campaign (SSC) publica diretrizes baseadas em evidências para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos. Essas diretrizes abrangem desde a ressuscitação inicial até o suporte orgânico e medidas preventivas. Entre as recomendações cruciais, destacam-se a administração precoce de antibióticos de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloides, uso de vasopressores (norepinefrina como primeira escolha) para manter a pressão arterial média, e controle da fonte de infecção. Além disso, o suporte nutricional, controle glicêmico e profilaxia de úlceras de estresse também são abordados. Um ponto fundamental e muitas vezes subestimado é a profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV). Pacientes sépticos estão em alto risco de desenvolver trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) devido ao estado hipercoagulável, imobilização e disfunção endotelial. As diretrizes do SSC recomendam fortemente a profilaxia farmacológica com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada, a menos que haja contraindicações. Residentes devem estar familiarizados com todas as recomendações do SSC para garantir um cuidado abrangente e baseado em evidências.
As diretrizes recomendam a administração de cristaloides (preferencialmente) como fluido de primeira linha, com um bolus inicial de 30 mL/kg nas primeiras 3 horas, guiado por metas de perfusão.
A norepinefrina é a droga vasoativa de primeira escolha para manter a pressão arterial média (PAM) adequada, com a dopamina sendo uma alternativa apenas em casos selecionados e com menor evidência.
Pacientes com sepse e choque séptico apresentam um estado pró-trombótico significativo devido à inflamação sistêmica e imobilização, aumentando o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar, tornando a profilaxia essencial.
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