UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
O principal constituinte do surfactante pulmonar é:
Principal constituinte do surfactante pulmonar = Dipalmitoil fosfatidil colina (DPPC), essencial para reduzir tensão superficial alveolar.
O surfactante pulmonar é uma mistura complexa de lipídios e proteínas que reveste os alvéolos, reduzindo a tensão superficial e prevenindo o colapso alveolar. O principal componente, responsável por essa função crucial, é o fosfolipídio Dipalmitoil fosfatidil colina (DPPC), também conhecido como lecitina.
O surfactante pulmonar é uma substância lipoproteica complexa produzida pelos pneumócitos tipo II nos alvéolos pulmonares. Sua importância é fundamental para a fisiologia respiratória, especialmente em neonatos. A compreensão de sua composição e função é essencial para o entendimento de patologias como a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) em prematuros. O principal constituinte do surfactante é o fosfolipídio Dipalmitoil fosfatidil colina (DPPC), também conhecido como lecitina. O DPPC é responsável por aproximadamente 70-80% do conteúdo lipídico do surfactante e é o principal agente redutor da tensão superficial alveolar. Outros componentes, como o fosfatidil glicerol e proteínas específicas do surfactante (SP-A, SP-B, SP-C, SP-D), também desempenham papéis importantes na sua função e metabolismo. A deficiência ou disfunção do surfactante leva ao aumento da tensão superficial alveolar, resultando em colapso dos alvéolos, atelectasias e dificuldade respiratória. Em recém-nascidos prematuros, a imaturidade pulmonar e a produção insuficiente de surfactante são a causa da SDR. O tratamento nesses casos pode incluir a administração de surfactante exógeno, que melhora a complacência pulmonar e a troca gasosa, reduzindo a morbimortalidade associada à prematuridade.
A principal função do surfactante pulmonar é reduzir a tensão superficial na interface ar-líquido dos alvéolos. Isso impede o colapso alveolar durante a expiração, facilita a expansão pulmonar e diminui o trabalho respiratório, garantindo uma troca gasosa eficiente.
A Dipalmitoil fosfatidil colina (DPPC), ou lecitina, é o fosfolipídio mais abundante e funcionalmente ativo no surfactante pulmonar. Sua estrutura molecular única permite que ele se organize na interface ar-líquido, diminuindo drasticamente a tensão superficial e estabilizando os alvéolos.
A deficiência de surfactante pulmonar, comum em recém-nascidos prematuros, leva à Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). Nesses casos, os alvéolos colapsam, causando atelectasias, diminuição da complacência pulmonar, hipoxemia e aumento do trabalho respiratório, necessitando de suporte ventilatório e, muitas vezes, administração exógena de surfactante.
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