UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
RN de 36 semanas de idade gestacional, parto cesáreo por indicação materna. Apgar de 5-7 no primeiro e quinto minutos. Após os procedimentos habituais de reanimação, com 15 minutos de vida, apresenta desconforto respiratório caracterizado por gemência, batimento de asa nasal, tiragem intercostal e retração diafragmática. A saturação de oxigênio pré-ductal é de 91% com FC 110 bpm e FR 80 irpm. A conduta mais adequada é
RN pré-termo (36 sem) com desconforto respiratório → CPAP para suporte respiratório inicial.
Recém-nascidos pré-termos com desconforto respiratório, mesmo que leve a moderado, se beneficiam do suporte com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP). Essa conduta ajuda a manter a capacidade residual funcional, prevenir o colapso alveolar e reduzir a necessidade de intubação e ventilação mecânica.
O desconforto respiratório é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, especialmente em recém-nascidos pré-termos. A idade gestacional de 36 semanas classifica o RN como pré-termo tardio, um grupo que ainda apresenta risco aumentado para problemas respiratórios, como a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) devido à imaturidade pulmonar e deficiência de surfactante, ou a Taquipneia Transitória do Recém-Nascido (TTRN) por atraso na reabsorção do líquido pulmonar. A identificação precoce dos sinais de desconforto é crucial para uma intervenção oportuna e eficaz. Os sinais clínicos de desconforto respiratório incluem gemência (fechamento parcial da glote para manter pressão positiva), batimento de asa nasal (redução da resistência das vias aéreas), tiragem intercostal e retração diafragmática (aumento do esforço respiratório). A saturação de oxigênio pré-ductal de 91% e a taquipneia (FR 80 irpm) confirmam a necessidade de suporte. A fisiopatologia da SDR envolve a deficiência de surfactante, que leva ao colapso alveolar, diminuição da complacência pulmonar e hipoxemia. A conduta mais adequada para um recém-nascido pré-termo com desconforto respiratório é a indicação de suporte respiratório com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP). O CPAP ajuda a manter os alvéolos abertos, melhora a oxigenação e reduz o trabalho respiratório, diminuindo a necessidade de intubação e ventilação mecânica. A oferta de oxigênio inalatório isoladamente pode não ser suficiente, e a ventilação com pressão positiva (VPP) com balão e máscara é reservada para apneia ou bradicardia. O surfactante exógeno é indicado para SDR estabelecida, geralmente após falha do CPAP ou em casos de intubação, mas não é a conduta inicial para o desconforto respiratório moderado.
Os sinais de desconforto respiratório em um recém-nascido incluem taquipneia (FR > 60 irpm), gemência, batimento de asa nasal, tiragem intercostal, subcostal ou supraesternal, e cianose. A gravidade é avaliada por escores como o de Silverman-Andersen.
O CPAP é indicado para recém-nascidos com desconforto respiratório moderado a grave, especialmente prematuros, que apresentam taquipneia, gemência, tiragem e/ou necessidade de oxigênio para manter saturação adequada. É a primeira linha de suporte respiratório para prevenir a progressão da doença e a necessidade de ventilação mecânica.
A SDR, comum em prematuros, é causada pela deficiência de surfactante e imaturidade pulmonar, levando a colapso alveolar progressivo. A TTRN, mais comum em RN a termo ou pré-termos tardios nascidos de cesariana, é causada por atraso na reabsorção do líquido pulmonar fetal, geralmente autolimitada e com melhora rápida.
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