UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Paciente de 70 anos, portador de megaesôfago idiopático avançado, é encaminhado ao ambulatório de cirurgia para tratamento cirúrgico. Esse paciente apresenta disfagia até para líquidos e teve perda de 20% do peso corporal nos últimos 6 meses. Além disso, é candidato à esofagectomia. Nessa situação, a melhor conduta nutricional, no préoperatório, é a
Megaesôfago avançado com desnutrição grave pré-esofagectomia → Nutrição enteral por sonda (7-14 dias) para otimização.
Pacientes com megaesôfago avançado e desnutrição significativa (>10% perda de peso em 6 meses) antes de uma esofagectomia necessitam de suporte nutricional agressivo. A via enteral é preferível à parenteral, e a sonda nasoenteral ou jejunostomia endoscópica são opções para garantir a nutrição por 7-14 dias, melhorando os desfechos cirúrgicos.
O megaesôfago idiopático avançado é uma condição que leva à disfagia progressiva, resultando em desnutrição significativa em muitos pacientes. A esofagectomia é um procedimento de grande porte, e o estado nutricional pré-operatório é um fator crítico para o sucesso cirúrgico e a recuperação do paciente. A desnutrição grave aumenta o risco de complicações pós-operatórias, como infecções, deiscência de anastomose e mortalidade. O suporte nutricional pré-operatório é fundamental para otimizar o estado do paciente. A nutrição enteral é a via preferencial, pois é mais fisiológica, mantém a função intestinal e tem menor custo e risco de complicações do que a nutrição parenteral. Em casos de disfagia grave, a passagem de sonda nasoenteral por endoscopia ou a realização de uma jejunostomia endoscópica são opções para garantir a oferta calórico-proteica adequada. O período de 7 a 14 dias de nutrição enteral pré-operatória é geralmente recomendado para pacientes desnutridos, permitindo a recuperação nutricional sem atrasar excessivamente a cirurgia. A gastrostomia não é ideal para pacientes que serão submetidos à esofagectomia, pois o estômago pode ser utilizado como substituto esofágico, e a suplementação oral é insuficiente para casos de desnutrição grave com disfagia líquida.
Pacientes com perda de peso >10% em 6 meses ou >20% em 1 ano, ou albumina <3,0 g/dL, são candidatos a suporte nutricional pré-operatório.
A nutrição enteral mantém a integridade da mucosa intestinal, previne translocação bacteriana e tem menor risco de complicações infecciosas e metabólicas comparada à parenteral.
Para pacientes desnutridos, recomenda-se um período de 7 a 14 dias de suporte nutricional pré-operatório para otimizar o estado nutricional e reduzir complicações.
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