IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
No pós-operatório de uma colectomia direta realizada de urgência por neoplasia obstrutiva de cólon
Previsão de jejum > 5 dias pós-op → indicar suporte nutricional (enteral preferencialmente).
Em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte, como colectomia por neoplasia obstrutiva, a previsão de jejum oral prolongado (geralmente > 5-7 dias) é uma indicação formal para iniciar o suporte nutricional, preferencialmente por via enteral.
O pós-operatório de uma colectomia, especialmente por neoplasia obstrutiva de cólon, exige atenção especial ao manejo nutricional. Pacientes com neoplasias frequentemente apresentam desnutrição pré-operatória, e o estresse cirúrgico pode agravar esse quadro. A reintrodução da dieta oral é um marco importante na recuperação, mas deve ser feita de forma individualizada. A tendência atual, impulsionada pelos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), favorece a reintrodução precoce da dieta oral, que tem se mostrado segura e benéfica, sem aumentar o risco de fístulas anastomóticas em anastomoses bem protegidas e sem complicações. No entanto, em casos de íleo pós-operatório prolongado ou outras complicações que impeçam a ingesta oral adequada, o suporte nutricional se torna mandatório. A indicação para iniciar o suporte nutricional (enteral ou parenteral) é geralmente a previsão de jejum oral por mais de 5 a 7 dias. A nutrição enteral é a via de escolha, sempre que o trato gastrointestinal estiver funcionante, pois preserva a integridade da mucosa intestinal e reduz o risco de complicações. A nutrição parenteral total (NPT) é reservada para situações em que a via enteral é contraindicada ou insuficiente, e não deve ser encarada como rotina, devido aos seus riscos e custos mais elevados.
A dieta oral precoce, parte dos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), tem demonstrado reduzir o tempo de íleo pós-operatório, diminuir a perda de peso e melhorar a recuperação geral do paciente, sem aumentar o risco de fístulas anastomóticas em pacientes selecionados.
O suporte nutricional (enteral ou parenteral) é indicado quando há previsão de jejum oral prolongado, geralmente superior a 5-7 dias, ou em pacientes desnutridos no pré-operatório. O objetivo é prevenir a desnutrição e suas complicações.
A via enteral é sempre preferencial em relação à parenteral, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz o risco de translocação bacteriana e tem menor custo e menor incidência de complicações, como infecções de cateter e disfunção hepática.
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