SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Os pacientes cirúrgicos com alterações nutricionais apresentam aumento de morbidade e mortalidade. O suporte nutricional deve ser considerado para todos os pacientes com risco nutricional grave. Qual deve ser o critério para iniciar suporte nutricional perioperatório?
Suporte nutricional perioperatório → essencial para pacientes com risco nutricional ou previsão de jejum prolongado.
O suporte nutricional perioperatório é crucial para pacientes com risco de desnutrição ou que não conseguirão atingir suas necessidades calóricas por um período prolongado (geralmente 5-7 dias). Critérios como perda de peso involuntária significativa são indicadores de risco nutricional que justificam a intervenção.
Pacientes cirúrgicos com alterações nutricionais apresentam um risco significativamente maior de morbidade e mortalidade, incluindo complicações infecciosas, cicatrização deficiente e tempo de internação prolongado. Por isso, a avaliação e o suporte nutricional perioperatório são componentes essenciais do cuidado. O objetivo é identificar pacientes em risco de desnutrição e intervir precocemente para otimizar seu estado nutricional antes e após a cirurgia. Os critérios para iniciar o suporte nutricional são baseados na avaliação do risco nutricional, que considera fatores como perda de peso involuntária recente, índice de massa corporal (IMC), ingestão alimentar e gravidade da doença. A previsão de que o paciente não poderá satisfazer seus requisitos calóricos por via oral por um período prolongado (geralmente 3 a 7 dias, dependendo das diretrizes) é um forte indicador para iniciar o suporte nutricional, seja por via enteral ou parenteral. Embora a alternativa B mencione 'Perda de sangue esperada maior que 500 mL durante a cirurgia', este não é um critério direto para iniciar suporte nutricional perioperatório no sentido de nutrição enteral ou parenteral. Grandes perdas sanguíneas são manejadas com transfusões e reposição volêmica, mas não são o principal gatilho para a intervenção nutricional específica. Os critérios mais aceitos e clinicamente relevantes para o suporte nutricional focam no estado nutricional do paciente e na capacidade de ingestão alimentar. A alternativa A ('Perda involuntária maior que 5% do peso nos últimos 6 meses') e a D ('Previsão de que o paciente não poderá satisfazer os requisitos calóricos dentro de 3 a 5 dias') são, de fato, critérios amplamente reconhecidos para indicação de suporte nutricional.
Os principais critérios incluem perda de peso involuntária maior que 5% nos últimos 3 meses ou 10% nos últimos 6 meses, índice de massa corporal (IMC) menor que 18,5 kg/m², ingestão alimentar reduzida por mais de 5 dias e presença de doença grave que aumente as necessidades metabólicas.
O suporte nutricional deve ser considerado para pacientes com risco nutricional grave ou moderado, especialmente se a previsão é que não conseguirão satisfazer suas necessidades calóricas e proteicas por via oral por mais de 5 a 7 dias no período perioperatório.
A nutrição enteral é preferencial, pois mantém a integridade da barreira intestinal e tem menor risco de complicações. É utilizada quando o trato gastrointestinal está funcionante. A nutrição parenteral é reservada para pacientes que não podem receber nutrição enteral ou quando o trato gastrointestinal não está funcionante ou acessível.
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