HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre a nutrição no paciente cirúrgico, assinale a opção CORRETA.
Suporte nutricional pré-operatório → perda ponderal >10-15% em 6 meses ou quadros graves (sepse, queimaduras).
A desnutrição é um fator de risco significativo para complicações pós-operatórias. Pacientes com perda de peso substancial ou condições hipercatabólicas graves se beneficiam do suporte nutricional, que deve ser iniciado precocemente para otimizar o estado nutricional e melhorar os desfechos cirúrgicos.
A nutrição desempenha um papel crítico no manejo do paciente cirúrgico, influenciando diretamente a recuperação, a cicatrização de feridas e a incidência de complicações. A desnutrição pré-operatória é um fator de risco independente para morbimortalidade, tornando a avaliação nutricional uma etapa indispensável no planejamento cirúrgico. O trauma cirúrgico induz uma resposta metabólica complexa, caracterizada por hipermetabolismo e catabolismo, com aumento da secreção de hormônios como cortisol, glucagon e catecolaminas, e resistência à insulina. Essa resposta visa fornecer substratos energéticos, mas pode levar à depleção de reservas e piora do estado nutricional. Os corpos cetônicos são uma reserva energética acessada após esgotamento de glicogênio, não a primeira após trauma. A albumina sérica, devido à sua meia-vida longa e ao fato de ser um reagente de fase aguda negativo, não reflete o estado nutricional agudo no pós-operatório, sendo mais influenciada por inflamação e hemodiluição. O suporte nutricional deve ser considerado em pacientes com risco nutricional elevado, como aqueles com perda ponderal significativa (>10-15% em 6 meses) ou condições hipercatabólicas graves (sepse, queimaduras extensas). Se possível, um suporte nutricional pré-operatório de 7 a 14 dias pode trazer benefícios a pacientes gravemente desnutridos, otimizando o estado nutricional e reduzindo complicações.
O suporte nutricional pré-operatório é indicado para pacientes com perda ponderal maior que 10-15% nos últimos seis meses, ou naqueles com quadros graves como sepse, queimaduras extensas, fístulas de alto débito ou disfunção orgânica grave.
O trauma cirúrgico desencadeia uma resposta inflamatória e catabólica, com aumento de hormônios como cortisol, glucagon e catecolaminas, e resistência à insulina, levando à mobilização de reservas energéticas e proteicas.
A albumina sérica tem uma meia-vida longa e é um reagente de fase aguda negativa. Sua queda rápida no pós-operatório reflete mais a hemodiluição, a resposta inflamatória e o extravasamento capilar do que uma desnutrição aguda.
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