UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Homem, 66 anos, tabagista e etilista, apresenta disfagia progressiva para alimentos sólidos e pastosos, tolerando apenas a ingestão de líquidos. Perda ponderal de 20kg nos últimos 3 meses. Endoscopia digestiva alta (EDA): lesão vegetante e estenosante de terço médio de esôfago cuja biópsia foi compatível com carcinoma de células escamosas. O estadiamento revelou doença localmente avançada, T4N0M0. Indicou-se radioterapia neoadjuvante e reavaliação de futura intervenção. A forma mais adequada de suporte nutricional, para esse paciente, é dieta:
Disfagia grave por câncer de esôfago com perda ponderal → nutrição enteral por gastrostomia ou nasoenteral.
Pacientes com câncer de esôfago e disfagia grave, resultando em perda ponderal significativa, necessitam de suporte nutricional. A nutrição enteral, preferencialmente por gastrostomia (GEP) ou jejunostomia, é a via de escolha, pois mantém a função intestinal e é mais segura e fisiológica que a parenteral.
O câncer de esôfago, frequentemente associado a tabagismo e etilismo, é uma neoplasia agressiva que cursa com disfagia progressiva, levando à desnutrição severa e perda ponderal significativa. O manejo nutricional é um pilar fundamental no tratamento desses pacientes, especialmente quando submetidos a terapias neoadjuvantes como a radioterapia, que podem agravar a disfagia e a mucosite. No caso apresentado, a disfagia progressiva para líquidos e a perda ponderal de 20kg em 3 meses indicam uma desnutrição grave e a necessidade urgente de suporte nutricional. A via enteral é a escolha preferencial em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, pois é mais fisiológica, mantém a integridade da barreira intestinal, tem menor risco de complicações infecciosas e metabólicas, e é mais econômica em comparação com a nutrição parenteral. Para o suporte enteral a longo prazo ou quando a disfagia é muito acentuada, a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) ou a jejunostomia são as opções mais adequadas. O cateter nasoenteral pode ser uma alternativa temporária, mas é menos confortável e tem maior risco de deslocamento ou aspiração em uso prolongado. A nutrição parenteral exclusiva é reservada para situações em que a via enteral é contraindicada ou inviável, como em casos de obstrução intestinal completa, fístulas de alto débito ou isquemia mesentérica. Garantir um estado nutricional adequado é crucial para tolerância ao tratamento oncológico e melhora do prognóstico.
A nutrição enteral é preferível porque mantém a integridade e função da mucosa intestinal, reduz o risco de translocação bacteriana, é mais fisiológica, mais segura e tem menor custo. A nutrição parenteral é reservada para quando a via enteral é inviável ou contraindicada.
As principais vias são o cateter nasoenteral (para uso a curto prazo) e a gastrostomia endoscópica percutânea (GEP) ou jejunostomia (para uso a longo prazo, especialmente antes de radioterapia ou cirurgia).
A gastrostomia é indicada quando há disfagia grave que impede a ingestão oral adequada, resultando em perda ponderal significativa, e quando se prevê a necessidade de suporte nutricional por um período prolongado, como durante e após radioterapia ou quimioterapia neoadjuvante.
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