Idoso com Alzheimer: Suporte ao Cuidador na APS

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Vanda, 92 anos, hipertensa, com diagnóstico de Alzheimer há 16 anos, acamada, estável, sem lesões por pressão, sem histórico recente de internação, tem uma filha, Joana, de 68 anos, que faz o manejo diário: banho no leito, administração de medicação, dieta enteral, mudança de decúbito. A filha está bem orientada e procura se informar sobre o quadro e as melhores condutas.Nesse caso, o plano terapêutico singular deve:

Alternativas

  1. A) dar suporte à cuidadora, acompanhá-la regularmente para avaliação de sobrecarga no cuidado e manter o acompanhamento de Vanda pela equipe da APS;
  2. B) agendar consultas regulares de fisioterapia e fonoaudiologia e encaminhamento ao geriatra para acompanhamento da doença de Alzheimer;
  3. C) agendar consultas regulares de nutricionista e encaminhamento ao CER para reabilitação da deglutição;
  4. D) dar suporte à cuidadora e encaminhar Vanda para o serviço de atenção secundária domiciliar para reabilitação da deglutição por fonoaudióloga;
  5. E) fornecer acompanhamento regular com fonoaudióloga e nutricionista e encaminhar a paciente ao serviço de cuidados paliativos.

Pérola Clínica

Idoso frágil acamado com Alzheimer avançado → foco da APS no suporte ao cuidador e acompanhamento contínuo do paciente.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com Alzheimer avançado e acamados, o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) é crucial no suporte ao cuidador familiar, que frequentemente sofre de sobrecarga física e emocional. O plano terapêutico singular deve priorizar a avaliação e o manejo dessa sobrecarga, mantendo o acompanhamento integral do paciente em seu domicílio.

Contexto Educacional

O manejo de idosos com doenças crônicas avançadas, como a doença de Alzheimer em estágio acamado, representa um desafio significativo para o sistema de saúde, com a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenhando um papel central. A complexidade do cuidado exige uma abordagem holística que contemple não apenas o paciente, mas também seu ambiente familiar e, crucialmente, o cuidador principal. A sobrecarga do cuidador é um fator de risco bem estabelecido para a saúde física e mental, podendo comprometer a qualidade do cuidado prestado. Nesse contexto, o Plano Terapêutico Singular (PTS) deve ser centrado na família, com foco na manutenção da qualidade de vida do paciente e no suporte ativo ao cuidador. As ações da APS incluem visitas domiciliares regulares para monitoramento clínico, prevenção de complicações (como lesões por pressão, infecções), ajuste de medicações e, fundamentalmente, a avaliação periódica da saúde e do nível de sobrecarga do cuidador. A equipe de saúde deve estar atenta a sinais de esgotamento, depressão ou ansiedade no cuidador. O acompanhamento pela equipe da APS permite a identificação precoce de necessidades, a oferta de orientações práticas sobre o cuidado diário (higiene, alimentação, mobilização) e o encaminhamento para outros níveis de atenção ou serviços de apoio social, quando necessário. A manutenção do vínculo e a construção de uma relação de confiança entre a equipe de saúde, o paciente e o cuidador são pilares para garantir um cuidado contínuo, humanizado e eficaz, promovendo o bem-estar de todos os envolvidos.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do suporte ao cuidador familiar de idosos com Alzheimer avançado?

O suporte ao cuidador é fundamental, pois o cuidado contínuo de um idoso com Alzheimer avançado pode levar à sobrecarga física, emocional e financeira, impactando a saúde do cuidador e, consequentemente, a qualidade do cuidado prestado ao paciente.

Como a Atenção Primária à Saúde (APS) pode atuar no manejo de idosos acamados com Alzheimer?

A APS deve realizar o acompanhamento domiciliar regular, monitorar a saúde do paciente, prevenir complicações como lesões por pressão, e oferecer suporte contínuo ao cuidador, avaliando sua sobrecarga e fornecendo orientações e recursos.

O que é um Plano Terapêutico Singular (PTS) e como ele se aplica a este caso?

O PTS é um conjunto de propostas de condutas articuladas para um indivíduo ou família, construído coletivamente pela equipe de saúde. Neste caso, deve incluir ações para o paciente (manutenção da estabilidade, prevenção de complicações) e, principalmente, para a cuidadora (avaliação de sobrecarga, apoio psicossocial, educação em saúde).

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