INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Um homem com 53 anos de idade, tabagista e com história prévia de cardiopatia, tem parada cardiorrespiratória na Unidade Básica de Saúde, enquanto aguardava atendimento. A sequência correta de medidas a serem adotadas nessa situação é:
PCR: Checar consciência → Chamar ajuda → Checar pulso/respiração → Iniciar compressões (C-A-B).
A sequência correta do BLS prioriza o reconhecimento da PCR e o acionamento do suporte avançado antes de iniciar as manobras de ressuscitação para garantir a chegada do desfibrilador.
O Suporte Básico de Vida (BLS) é o alicerce do atendimento à Parada Cardiorrespiratória (PCR). A transição do antigo algoritmo A-B-C para o C-A-B (Compressões, Via Aérea, Respiração) enfatizou a importância vital de manter a perfusão coronariana e cerebral desde os primeiros segundos. Em um ambiente de Unidade Básica de Saúde, o médico deve liderar a equipe seguindo rigorosamente a cadeia de sobrevivência. O reconhecimento precoce da PCR, seguido pelo acionamento imediato do sistema de emergência e início de RCP de alta qualidade, aumenta significativamente as chances de Retorno à Circulação Espontânea (RCE). O uso precoce do DEA é o fator isolado que mais impacta a sobrevida em ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem pulso). O treinamento contínuo da equipe e a organização do 'carrinho de emergência' são essenciais para o sucesso do atendimento.
A primeira ação, antes mesmo de tocar no paciente, é garantir a segurança da cena para o socorrista e para a vítima. Uma vez que a cena é segura, deve-se avaliar a responsividade do paciente (nível de consciência) chamando-o e batendo levemente em seus ombros. Se não houver resposta, o próximo passo crítico é acionar o serviço de emergência e solicitar um Desfibrilador Externo Automático (DEA) imediatamente.
De acordo com as diretrizes atuais da American Heart Association (AHA), o profissional de saúde deve verificar o pulso carotídeo e observar se o paciente respira (ou se apenas apresenta gasping) simultaneamente por no máximo 10 segundos. Se não houver pulso ou se houver dúvida, deve-se assumir a PCR e iniciar as compressões torácicas imediatamente. Para leigos, a recomendação é iniciar compressões se o paciente não responde e não respira, sem perder tempo checando pulso.
As compressões torácicas devem ser realizadas em uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto. A profundidade deve ser de pelo menos 5 cm (2 polegadas), evitando ultrapassar 6 cm (2,4 polegadas) em adultos. É crucial permitir o retorno total do tórax após cada compressão para garantir o enchimento cardíaco e minimizar interrupções nas manobras, mantendo a fração de compressão torácica a mais alta possível.
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