Diretrizes PALS 2020: Novidades no Suporte de Vida Pediátrico

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

As causas de parada cardiorrespiratória (PCR) em bebês e crianças diferem da PCR em adultos de acordo com um número crescente de evidências científicas que vêm sendo analisadas e publicadas. Baseado nisso, a American Heart Association em 2020 lançou novas diretrizes para o Suporte Básico e Avançado de Vida em Pediatria. Considerando estas diretrizes, assinale a alternativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) Crianças com miocardite aguda acompanhada de arritmias, bloqueio cardíaco, alterações do segmento ST ou baixo débito cardíaco têm alto risco de PCR, sendo necessário a transferência rápida para uma unidade de terapia intensiva.
  2. B) Durante e após o atendimento da PCR, o paciente pode apresentar hipertensão pulmonar, sendo indicado sedar e evitar a intubação traqueal. O paciente deve ser mantido em leve acidemia.
  3. C) O uso rotineiro de pressão cricoide não é recomendado durante a intubação endotraqueal de pacientes pediátricos, pois reduz as taxas de sucesso da intubação e não reduz a taxa de regurgitação.
  4. D) Quando houver recursos disponíveis, o monitoramento contínuo por eletroencefalografia é recomendado para a detecção de convulsões depois de uma PCR em pacientes com encefalopatia persistente.

Pérola Clínica

Hipertensão pulmonar pós-PCR → Evitar acidose e hipóxia; Sedação e ventilação são cruciais para reduzir RVP.

Resumo-Chave

As diretrizes PALS 2020 enfatizam o manejo hemodinâmico preciso e desencorajam práticas obsoletas, como a pressão cricoide rotineira na intubação.

Contexto Educacional

As atualizações do PALS 2020 pela American Heart Association (AHA) refletem uma mudança para cuidados baseados em evidências que priorizam a qualidade das compressões e o manejo pós-ressuscitação. Em pediatria, a PCR é frequentemente de origem respiratória ou por choque, diferindo da etiologia predominantemente arrítmica dos adultos.\n\nPontos chave incluem a ênfase na ventilação assistida precoce, o uso de adrenalina o mais rápido possível em ritmos não chocáveis e a manutenção da normotermia e normoxemia no período pós-PCR. O reconhecimento de condições de alto risco, como miocardites e hipertensão pulmonar, permite intervenções preventivas antes que a parada ocorra.

Perguntas Frequentes

Por que a pressão cricoide não é mais recomendada rotineiramente no PALS?

Estudos demonstraram que a pressão cricoide não reduz a incidência de regurgitação ou aspiração pulmonar durante a intubação de emergência em crianças. Além disso, a manobra pode dificultar a visualização da glote, prolongar o tempo de intubação e interferir na ventilação com bolsa-valva-máscara, reduzindo as taxas de sucesso na primeira tentativa de isolamento da via aérea.

Como deve ser o manejo da hipertensão pulmonar no pós-PCR pediátrico?

Pacientes com hipertensão pulmonar após o retorno da circulação espontânea exigem monitoramento rigoroso. É fundamental evitar a acidose (que aumenta a resistência vascular pulmonar) e manter níveis adequados de oxigenação. A sedação e, frequentemente, o suporte ventilatório invasivo são indicados para otimizar a relação ventilação/perfusão e evitar crises hipertensivas pulmonares que podem levar a novo colapso circulatório.

Qual a importância do EEG contínuo após uma PCR em crianças?

O monitoramento por eletroencefalografia (EEG) contínuo é recomendado para crianças que permanecem com encefalopatia (não retomam o nível de consciência basal) após a PCR. Isso ocorre porque convulsões não convulsivas e status epilepticus são frequentes no período pós-parada e estão associados a pior prognóstico neurológico, podendo ser detectados e tratados apenas com monitoramento eletrofisiológico.

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