PALS: Manejo da Fibrilação Ventricular em Pediatria

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026

Enunciado

Menina de 8 anos, com diagnóstico recente de leucemia linfoblástica aguda, em tratamento no primeiro ciclo de quimioterapia, apresenta perda de consciência, apneia e ausência de pulso central palpável. O monitor cardíaco demonstra fibrilação ventricular. Reanimação cardiorrespiratória iniciada. Em relação às drogas que podem ser administradas durante a reanimação cardiorrespiratória podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) A amiodarona deve ser utilizada após o terceiro choque.
  2. B) A lidocaína deve ser administrada após o primeiro choque.
  3. C) Está indicada a cardioversão elétrica sincronizada desde o primeiro ciclo de reanimação.
  4. D) A adrenalina deve ser usada precocemente no primeiro ciclo de reanimação, pois melhora o prognóstico.

Pérola Clínica

Ritmo chocável (FV/TVSP) em pediatria → Choque 1 → RCP → Choque 2 → Adrenalina → Choque 3 → Amiodarona.

Resumo-Chave

No algoritmo PALS para ritmos chocáveis, os antiarrítmicos (amiodarona ou lidocaína) são administrados apenas após o terceiro choque sem sucesso.

Contexto Educacional

O manejo da parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria exige o conhecimento estrito dos algoritmos do PALS. Para ritmos chocáveis (FV e TVSP), a sequência é: Choque (2 J/kg) -> RCP 2 min -> Choque (4 J/kg) -> RCP + Adrenalina -> Choque (≥4 J/kg) -> RCP + Amiodarona ou Lidocaína. A amiodarona é preferida por muitos especialistas, mas evidências recentes mostram que a lidocaína possui eficácia comparável em pediatria. A identificação correta do ritmo no monitor é crucial para evitar o erro de realizar cardioversão sincronizada (indicada para taquicardias com pulso) em um paciente em parada.

Perguntas Frequentes

Quando usar amiodarona na PCR pediátrica?

A amiodarona (ou lidocaína) é indicada no tratamento da Fibrilação Ventricular (FV) ou Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP) que persiste após a desfibrilação. Segundo o protocolo PALS, ela deve ser administrada após o terceiro choque, intercalada com as manobras de RCP e a administração de adrenalina.

Qual a dose de desfibrilação em crianças?

A carga inicial para desfibrilação em pediatria é de 2 J/kg. Se o ritmo persistir, o segundo choque deve ser de 4 J/kg. Choques subsequentes devem ser de pelo menos 4 J/kg, podendo chegar a 10 J/kg ou à carga máxima de adulto, dependendo da resposta clínica.

Por que a adrenalina não é a primeira droga na FV?

Em ritmos chocáveis, a prioridade absoluta é a desfibrilação precoce. A adrenalina é administrada após o segundo choque se a FV/TVSP persistir. Diferente dos ritmos não chocáveis (assistolia/AESP), onde a adrenalina deve ser feita o mais rápido possível, nos chocáveis o foco inicial é a reversão elétrica.

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