SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Criança de 4 anos que pesava 20 kg vem apresentando quadro com vários episódios de vômito há 3 dias, evoluindo com rebaixamento do nível de consciência nas últimas horas. Foi atendida na emergência com desidratação grave e choque. Foi iniciada expansão volêmica, porém a criança apresentou parada cardiorrespiratória. Iniciadas as manobras de reanimação, e avaliado o ritmo após o fim do primeiro ciclo. Qual seria a próxima conduta CORRETA a ser realizada?
PCR Pediátrica → Adrenalina 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) a cada 3-5 min.
Na PCR pediátrica, a dose de adrenalina é de 0,01 mg/kg. Para uma criança de 20 kg, a dose correta é 0,2 mg, administrada via IV ou IO.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é frequentemente o evento final de uma deterioração respiratória ou choque circulatório. Diferente dos adultos, onde a causa súbita cardíaca é comum, nas crianças a hipóxia e a acidose precedem a parada. O manejo foca em compressões de alta qualidade, ventilação eficaz e reversão da causa base. A adrenalina atua como um potente agonista alfa-adrenérgico, aumentando a pressão de perfusão coronariana e cerebral através da vasoconstrição sistêmica. No caso clínico apresentado (criança de 20kg em choque evoluindo para PCR), a administração imediata de 0,2 mg de adrenalina (0,01 mg/kg) após o primeiro ciclo de RCP é a conduta prioritária para tentar o retorno da circulação espontânea.
A dose recomendada de adrenalina na reanimação cardiopulmonar pediátrica é de 0,01 mg/kg por dose. Para facilitar a administração e evitar erros, utiliza-se a diluição de 1:10.000 (1 ml da ampola de 1mg/ml diluído em 9 ml de soro fisiológico), resultando em uma dose de 0,1 ml/kg dessa solução.
Em ritmos não chocáveis (assistolia ou atividade elétrica sem pulso - AESP), a adrenalina deve ser administrada o mais rápido possível. Em ritmos chocáveis (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), a adrenalina é administrada após o segundo choque, caso a PCR persista.
A dose única máxima recomendada em pediatria é de 1 mg (equivalente à dose padrão de adulto), mesmo que o cálculo por peso (0,01 mg/kg) resulte em um valor maior em adolescentes ou crianças obesas.
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